Trens franceses ganham novo visual e se transformam em museus ambulantes

Ao invés de incentivar que as pessoas visitem seus pontos turísticos super famosos, como a Torre Eiffel, Catedral de Notre Dame, entre outros – o serviço ferroviário francês (SNCF) teve uma ideia genial para uma espécie de “turismo paralelo”. Eles decidiram trazer todas essas referências diretamente para o dia a dia das pessoas, que agora podem aprender e desfrutar de um pouco de arte durante o trajeto para o trabalho.

Operando em colaboração com as empresas americanas 3M e ADKEYS, a SNCF fez uma espécie de “extreme makeover” artístico nos trens. O interior de todos os vagões foi coberto com uma espécie de película gráfica na qual estão impressas várias obras de arte famosas,  à disposição dos passageiros. O design inclui flores e mobília do Palácio de Versalhes, arte impressionista do Museu d’Orsay e imagens do Cinema Gaumont, a mais antiga empresa de cinema do mundo.

A série, cujo nome é Art in Transit (em português: arte em trânsito) ajudou a tornar a viagem dos passageiros bem mais interessante e, de quebra, tem impedido a ação dos vândalos nos trens. Com esse visual, não é difícil entender porque uma simples viagem de trem tem tanto potencial em Paris:

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Galeria de arte ilícita aparece em plataforma do metrô de Nova Iorque

Para ver o trabalho mais recente do artista e ativista Phil America, cujo nome é “The Perilous Fight” (tradução livre: A luta perigosa) é preciso encarar uma verdadeira aventura. Descer ao nível subterrâneo, percorrer trilhos ativos em túneis utilizados pelo metrô do Brooklyn e lutar contra os ratos, até finalmente encontrar uma plataforma abandonada que foi transformada em uma galeria pop-up. Underground é pouco.

Subway Gallery apresenta uma série de bandeiras com armas costuradas, cada uma representando uma ocorrência diferente de violência armada nos Estados Unidos. Um assunto extremamente relevante, considerando o contexto atual. De acordo com o site do artista, as bandeiras são um tributo, uma memória e um lembrete de que as vítimas desses eventos terríveis não serão esquecidas. Além disso, servem como uma provocação: será que a violência armada nos Estados Unidos é tão forte que passou a se tornar parte da identidade nacional?

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Para tocar o projeto, Phil teve que estudar o mapa dos túneis do metrô, identificar os horários certos para evitar a passagem dos trens e caminhar pelos trilhos em uso (!), o que seria suficiente para classificar um emprego como insalubre.  A instalação fica no nível subterrâneo, fora dos olhares da segurança do local. Se pensarmos bem, essa localização já diz bastante sobre o custo de espaços para exibição artística em Nova Iorque, e o quanto isso dificulta a vida dos artistas.

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Não há certeza com relação ao período no qual a exibição continuará na ativa. Quando perguntado com relação aos riscos – afinal, o artista está se expondo ao exibir o trabalho ao público e à imprensa – ele comentou: o ônus da prova está sobre os outros no que diz respeito a provar que eu estive lá. Se as pessoas quiserem me processar por invadir um local inusitado para homenagear vidas perdidas em assassinatos bárbaros, elas vão fazê-lo de qualquer forma.

Para saber mais, visitem o site da Subway Gallery. Uma boa referência em intervenções urbanas, se é que podemos chamar a galeria dessa forma.

Via PSFK

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Índia pinta faixas de segurança em 3D para diminuir acidentes de trânsito

A Índia tem um problema sério com a segurança nas estradas: todos os anos, mais de 200 mil pessoas são mortas nas rodovias e avenidas espalhadas pelo país. Essas estatísticas alarmantes fizeram com que o governo indiano tivesse a necessidade de endereçar o problema.

Parte da iniciativa para resolver a situação incluiu atacar diretamente uma das principais causas –  os motoristas que andam acima da velocidade permitida nas áreas em que os pedestres estão circulando. Para isso, o governo adotou uma solução bem inovadora, instalando ilusões em 3D  nas faixas de segurança. Dessa maneira, eles esperam que a impressão de dar de cara com um obstáculo real force os motoristas a diminuir a velocidade. Por enquanto, ainda não temos informações sobre o resultado – mas de qualquer forma é uma excelente iniciativa.

As imagens dão uma ajudinha na hora de visualizar o projeto:

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Se a intenção é parecer real, algumas das faixas com certeza são mais bem sucedidas – tipo essas duas aí embaixo. A última, principalmente, dá uma boa ilusão de ótica. Não sei se é o suficiente para fazer com que os motoristas se assustem, mas por outro lado é uma ação que gera conhecimento e divulga o tema. Uma boa maneira para começar a conversa e o trabalho de reeducação no trânsito.

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Via Designer Daily

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Artistas russa desenha personagens inspirados em contos de fadas com lápis de cor

A artista russa Lia Selina sempre foi apaixonada por contos de fadas. Ela começou sua carreira com animação em computadores, mas foi só após o nascimento da sua filha, Alice, que sua  trajetória profissional ganhou um propósito verdadeiro. Unindo o amor pelo desenho e pelos contos de fadas, Selina adotou uma linha bem mais tradicional: um bloco de desenho e uma caixa de lápis de cor para rabiscar personagens super especiais.

As ilustrações são cheias de detalhes e ricas em referências do universo imaginário, como retratos de fadas, bruxas, animais da floresta e criaturas fantásticas. Selina comenta que cada personagem é único para ela, e sua maior inspiração é a natureza: flores, árvores, pássaros, a água e o vento. Cada estação do ano carrega consigo novas ideias. E, claro, há a forte referência aos contos de fadas.

Além do trabalho lindo com as ilustrações, a artista russa também gosta de fotografar – e possui belos exemplos desse trabalho no seu portfólio. Recomendo dar uma olhada em linmida.com  para encontrar umas boas referências.

Por enquanto, deixo para vocês essas imagens lindas para salvar nas referências:


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Se vocês curtiram, podem acompanhar o trabalho também no Instagram @liaselina. Algumas fotos têm legenda em russo, mas o que vale mesmo é a imagem. 🙂

Via Bored Panda

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Artista desenha pássaros dentro de caixinhas de remédio

A artista Sara Landeta, que mora em Madri,  já realizou trabalhos nos quais utiliza a parte de dentro das caixinhas de remédio como tela para desenhar pássaros. Eu ainda não conhecia o projeto, então me apaixonei pela série mais recente dela – 120 pinturas com o título “Medicine as Metaphor“. De quebra, encontrei um site muito legal para compartilhar com os fãs de arte: O Jealous Curator – que basicamente seleciona aqueles projetos que nos fazem pensar “como eu queria ter criado isso”. Os caras descreveram o trabalho da Sara da seguinte forma:

O projeto inclui uma coleção de 120 caixas de remédio que foram consumidas por diferentes pacientes no tratamento de suas doenças. Todas as caixas são ilustradas por dentro, com uma classificação geral de pássaros de diferentes famílias. O interessante sobre a escolha das aves é que, apesar de serem os únicos animais que se encaixam na definição de liberdade – em função das asas –  também são um dos principais mantidos em cativeiro. Essa justaposição do natural e do sintético interpreta o paciente como um animal no cativeiro – e o pássaro como uma metáfora.

Além da metáfora interessante, o resultado final é super bonito, como vocês podem ver nas fotos.

 

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Quem se interessar, pode conhecer mais do trabalho da Landeta aqui

Via Colossal

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Field Of Light: Artista utiliza 50 mil luzes para transformar o deserto em um conto de fadas

Bruce Munro é um artista britânico de renome internacional, conhecido por seu extenso trabalho em instalações que envolvam a luz – normalmente em grande escala, e sempre com o objetivo de trazer uma experiência imersiva para o público. Em seu mais recente projeto, que faz parte da série Field of Light (em tradução livre: campo de luz), o artista escolheu o Outback Australiano  – sertão da Austrália, para quem está perdido na geografia – como sua tela. Mais precisamente, Bruce trabalhou na região de Uluru, que é conhecida por ser uma espécie de centro espiritual do país. A instalação utiliza mais de 50 mil ramos de luz em cujas pontas há esferas de vidro luminosas, que cobrem uma superfície equivalente a quatro estádios de futebol americano.

O trabalho de Munro é inspirado no seu interesse pela experiência humana compartilhada. e a ideia para o projeto veio de uma viagem do artista, ao longo do Deserto Vermelho de Uluru, em 1992. Durante a viagem, Bruce sentiu uma conexão muito forte com o ambiente, o calor e a luminosidade da paisagem desértica. O resultado? Segundo o artista, Field of Light é a representação física dessa experiência fantástica.

Uluru, Austrália

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Cheekwood Museum and Gardens – EUA

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Hermitage Museum and Gardens – EUA

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Atlanta Botanical Garden GA – EUA

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Desert Botanical Garden,  EUA

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Waddesdon Manor, Reino Unido

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Via Bored Panda

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