Livro é uma Câmera Pinhole

Com certeza já vimos livros que se transformam em outras coisas (na pior das hipóteses, em maquetes infantis). A artista e designer Kelli Anderson criou um tipo diferente de livro interativo: um caderno que é capaz de se transformar em uma câmera pinhole completamente funcional.

O projeto da designer se chama This Book is a Camera, e evidencia o quanto a sequência certa de cortes e dobraduras pode transformar um simples pedaço de papel em uma câmera de verdade. De acordo com o post que ela publicou em seu blog discutindo o projeto, o objetivo era fazer uma máquina fotográfica a partir de um livro educacional, ao estilo pop-up. O resultado é uma edição que explica e demonstra na prática como uma estrutura simplória como uma dobradura pode trabalhar as propriedades intrínsecas da luz a ponto de produzir uma fotografia.

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O projeto faz uso do conceito da câmera escura (pinhole), que foi desenvolvido nos anos 1800. A câmera escura é o tipo mais simples de lente, e funciona explorando a tendência da luz de viajar sempre em uma linha reta. Provavelmente vocês já brincaram com isso em algum momento da infância, fazendo um furinho na lata do Nescau e tentando revelar a imagem – confesso que no meu caso não deu muito certo, mas enfim.

O livro não precisa ser montado e já vem com uma explicação do funcionamento, assim como instruções detalhadas para uso e também para revelar as fotos. O legal é que ele já vem com papel fotográfico!

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Quer mais? A artista liberou o design e template para download pela licença Creative Commons, em função do seu potencial para experimentos. O template pode ser baixado direto no blog dela. Outro plano é postar as fotos no instagram utilizando a hashtag #thisbookisacamera. Enquanto isso, deixo com vocês o vídeo desse brinquedinho super legal:

Via PSFK

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Fotógrafo homenageia os pisos venezianos em uma série de imagens fascinante

Os turistas em Veneza andam pela cidade sempre olhando para cima, embasbacados com a aparência dos edifícios e construções históricas. Mas eles estão perdendo metade do show. Se olhassem para baixo, perceberiam um tapete de mármore, mosaico, pedras e vidro. Veneza possuem um dos pisos mais suntuosos do mundo. Já se perguntou por quê? O escritor John Julius Norwich explica: “em uma cidade construída em cima da água, o reflexo incessante das igrejas e palácios constantemente atraía o olhar dos venezianos para baixo. Então eles resolveram investir nessa visão, destacando-a ainda mais por meio de pisos luxuoso”.

Pavimentação é uma questão levada a sério na cidade: são as pedras que impedem a entrada da umidade da lagoa e contribui para amenizar o calor do verão. O fotógrafo alemão Sebastian Erras caminhou por diversas ruas venezianas para registrar os pisos mais bonitos. Ele afirma que estava curioso para explorar um lado da cidade que não é tão conhecido, uma vez que as pessoas não costumam prestar atenção ao chão (o que indica que todos somos um pouco avoados, mas enfim). Erras se tornou famoso por um projeto muito semelhante executado em Paris.  Parisian floors é uma coleção única de cliques dos pisos parisienses, fotografados no estilo chamado de “selfeet”, ou seja, quando os pés do próprio fotógrafo aparecem na imagem. Adorei essa expressão!


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Sem dúvida, ao observar o piso, cheio de cores e padrões criativos, podemos descobrir ainda mais sobre a cultura e charme da cidade. Dá até para seguir os passos do fotógrafo por meio do mapa criado pela Pixartprinting.

Via Fubiz

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Alcoólatra ou Milionário? Seis retratos da mesma pessoa mostram o poder da perspectiva

Um experimento totalmente revelador feito pela Canon Austrália mostra o poder da fotografia, e tudo que pode acontecer quando os fotógrafos têm um objetivo em mente ao registrar um retrato. Seis fotógrafos receberam seis versões diferentes de background com relação ao homem que deveriam fotografar. A perspectiva de cada um, de uma forma impressionante, teve um impacto muito significativo no resultado dos cliques.

As seis histórias diferentes contadas com relação ao modelo, Michael – que foi, ao mesmo tempo, um milionário, ex-presidiário, médium, alcoólatra, salva-vidas e pescador – induziram os fotógrafos a produzir imagens radicalmente opostas. O mais impressionante: todas os registros foram clicados no mesmo estúdio, com o mesmo time e equipamentos. Moral da história: na fotografia, a ordem dos fatores altera radicalmente o produto.

“Uma fotografia é criada muito mais pela pessoa por trás da câmera do que pelo sujeito em frente a ela”, foi o que a Canon Austrália escreveu em seu vídeo. Sem dúvida, uma verdade absoluta. A imagem que aparece no papel é sempre o fruto do olhar, da sensibilidade e da perspectiva da pessoa por trás das lentes. Alguns até duvidam disso, mas em um projeto como esse, a questão fica evidente.

Junto com essa importante lição, fica outra dica para os amantes da escrita com a luz: nunca se esqueça da licença poética que você possui ao fotografar, não importa o quanto o trabalho possa parecer simples! E agora, chega de lições e vamos aos resultados:

Médium

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Milionário

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Ex-presidiário

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Alcoólatra

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Pescador

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Via petapixel, demilked

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Casal que namora à distância se mantém conectado pela fotografia

Alguns de nós já experimentaram um relacionamento à distância, e sabem que a experiência pode ser um pouco… frustrante, para dizer o mínimo. O que fazer quando o Skype simplesmente não dá conta do recado?  Um casal super criativo da Coreia inventou uma maneira genial de se conectar por meio da fotografia. O Danbi Shin e a  Seok Li são duas metadas da mesma laranja, só que vivem a mais de 11 mil quilômetros de distância. É que a Danbi vive em Nova York, enquanto o Seok está em Seul, na Coreia.

Eles resolveram lidar com a distância criando um projeto fotográfico chamado Half&Half. A ideia é bem simples: enquanto estão se falando por um Skype da vída, Danbi e Seok simultaneamente tiram uma foto no local onde estão. Eles colocam essas fotos lado a lado no ShinLiArt, explorando as similaridades que podem ser encontradas nos seus estilos de vida particulares. O resultado é surpreendente.

Embora eles estejam a 14 horas de diferença, os artistas conseguem encontrar paralelos entre seus arredores e rotinas diárias. O trabalho do casal serve para nos lembrar que humanizar as nossas fotografias pode ser tão importante quanto a geografia. E muito mais romântico, né?

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Via My Modern Met

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Colors of India – retratos de um país cheio de vida

O designer gráfico suíço Alexandre Pietra é o responsável por esses retratos cheios de vida, registrados em uma viagem recente a Maharashtra, na Índia. Ao expor o seu trabalho no Behance, o artista comenta que as fotos de ambientes coloridos são o melhor retrato desse país tão culturalmente rico. É claro que existe pobreza na Índia, mas o observador atento percebe que as pessoas insistem em manter o sorriso no rosto – o que talvez justifique a cor que inunda as imagens. Cada casinha, parede ou janela é uma verdadeira pintura por si só.

“A Índia é um lugar lindo, místico e super amigável. Com meus retratos, eu represento o espírito livre das pessoas, que a despeito da pobreza, não se abatem de forma alguma. Nas imagens é possível vê-las constantemente sorrindo, aproveitando a vida, sem prestar muita atenção aos bens materiais. Elas têm o que precisam, e isso é suficiente para que se sintam felizes. Pensei nisso como uma lição para as pessoas gananciosas ao redor do mundo. Com o pouquinho que têm, essas pessoas estão tentando criar uma atmosfera de cor e harmonia. Cada parede é pintada com tons vivos, o que torna a rua deslumbrante. É quase como viver em um quadro de verdade.”

Confiram as fotos em seguida:

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Via Inspiration Grid

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O que acontece quando 100 câmeras são doadas para sem-tetos em Londres

Em Julho desse ano, a Café Art, uma iniciativa do Reino Unido cujo objetivo é habilitar os sem-teto a se expressarem por meio da arte e da fotografia, presenteou os desabrigados com 100 câmeras Fujifilm em Londres. Todos receberam um treinamento básico pela Royal Photographic Society, e por fim ganharam a missão de tirar fotos com o tema “Minha Londres”.

80 das 100 câmeras foram devolvidas e, das 2500 fotografias registradas, 20 foram escolhidas pelos jurados da Fujifilm, Amateur Photographer, The London Photo Festival, Christie’s, e Homeless Link. Rolou até uma campanha super bem-sucedida no Kickstarter para transformar algumas dessas fotos em um calendário de 2016.

“Todo o dinheiro arrecadado retorna para o projeto”, afirma a organização, “seja para custear a impressão das fotografias e do calendário, premiar os fotógrafos vencedores, comprar material artístico para grupos de arte afetados pela falta de moradia ou até mesmo para bancar o ensino de interessados em cursos específicos”.

Foto do ROL, que foi votada para ser a capa do projeto

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“Somos totalmente inspirados pelos artistas e fotógrafos que participam do projeto. Se não fosse por eles, não conseguiriamos criar a exposição, nem o calendário”, afirma um funcionário do Café Art.

“Left Boot, East London” de Ellen Rostant

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Os parceiros que tocam o projeto afirmam que o principal motivo é fazer a diferença na vida das pessoas. As fotos são lindas, mas as mudanças nas pessoas que as produziram são ainda mais belas de se testemunhar, eles afirmam.

“Everything I Own or Bags of Life, Strand” por David Tovey

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“Colour Festival, Olympic Park” por Goska Calik

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“Tower Bridge PICNIC, Southwark” por Cecie

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“West End Bird, Westminster” por Zin

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Acredito muito em iniciativas que reabilitam as pessoas que vivem em condições de risco por meio da cultura – seja fotografia, desenho, ou qualquer outra manifestação artística. Resgatar o olhar sensível, mesmo em meio às dificuldades, é uma grande ponte para criar conexões entre as pessoas, e ajudá-las a serem mais fraternas umas com as outras. Ações como essa só aumentam essa certeza 🙂

Via Bored Panda

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