Vídeo retrata Princesas da Disney historicamente adequadas

A Disney cria mundos fictícios para suas princesas tomando como inspiração a história e a mitologia. O BuzzFeed fez um experimento muito legal, adaptando o figurino das princesas com base em uma pesquisa, cujo objetivo era definir sua época e local de origem aproximados.


 

Branca de Neve, Branca de Neve e os Sete Anões — Alemanha, meados de 1500

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Embora tecnicamente a Alemanha ainda fizesse parte do Sacro Império Romano durante o século XVI, o país foi o berço da Reforma Protestante – que influenciou fortemente a cultura e a religião locais. As alemãs dessa época usavam tecidos pesados e de cores escuras, com ombros e quadris bufantes, além de decotes altos. Já o cabelo era amarrado para atrás, normalmente coberto com uma tiara ou acessório parecido.

Um detalhe bem interessante: quando eu era pequena, tinha a coleção de livros “Conte Outra Vez”, apresentada pela Xuxa. E me lembro direitinho que as ilustrações da Branca de Neve eram muito parecidas com esse retrato.

Jasmine, Alladin — Península Arábica, ano 300 D.C

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A história do Alladin se passa em uma sociedade pré-islamismo, de forma que as mulheres se vestiam mais modestamente: roupas soltas e sem cortes elaborados. As mais ricas, como Jasmine, usavam véus de comprimentos variados, com tecidos mais elaborados e finos do que as mulheres mais humildes. O lápis preto bem grosso também era característico dessa época.

Tiana, A Princesa e o Sapo — Nova Orleans, anos 20

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Roaring 20’s! Nova Orleans é a terra natal do jazz, então tem tudo a ver com os looks de O Grande Gatsby. As mulheres usavam vestidos justos e retos, com cintura drapeada. O cabelo era curtinho, e algumas usavam acessórios como chapéus e fascinators. A maquiagem era bem Hollywood: batom vermelho, blush, rímel e delineador.

Aurora, A Bela Adormecida — Inglaterra, ano 1300

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A Princesa Aurora usaria roupas sob medida, mangas longas e apertadas, além de mantos elegantes por cima dos vestidos ajustados. As mulheres que tinham a testa larga e o cabelo loiro eram consideradas especialmente bonitas na Inglaterra do século 14 – o que explica o cabelo trançado em círculos ao lado das orelhas, às vezes adornado com véus e coroas.

Pocahontas, Pocahontas — Virgínia, início de 1600

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Iracema, digo, Pocahontas, era filha do chefe da Tribo Powhatan, e sua vestimenta deveria destacar isso. Uma “saia” de camurça e um colar de conchas ao redor do pescoço seriam tudo o que a moça vestiria no verão. No frio, ela talvez usasse uma capa de couro envolta nos ombros para se manter aquecida.

Uma curiosidade: as mulheres Powhatan solteiras usavam tranças, ao passo que as casadas cortavam o cabelo curtinho logo após as bodas. Outro ponto interessante é que a nobreza costumava tatuar o rosto e o corpo. Então assim, nada daquele cabelão solto ao vento e rostinho de cera! A Pocahontas de verdade provavelmente tinha tatuagens no rosto.

Bela, A Bela e a Fera — França, ano 1700

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Ao casar com a Fera, a Bela se tornaria parte da realeza, portanto teria um estilo bem parecido com o da Maria Antonieta: vestidos extravagantes e corsets apertadíssimos. O cabelo teria penteados chamativos, podendo até apelar para perucas. Para completar, as francesas usavam pó branco no rosto, uma tonelada de blush cor de rosa e verrugas falsas. Confesso que fiquei um pouco decepcionada ao imaginar a Bela – que sempre foi um ícone do feminismo para mim – conformada com essa aparência super fútil que as francesas pré-revolução usavam.

E aí, o que acharam? É legal ver as princesas da Disney historicamente adequadas, mas um pouco de licença poética não faz mal a ninguém, né?

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