Peças de arte ativadas pela água ganham vida na estação chuvosa da Coreia

A PANTONE, em colaboração com designers e diretores de arte da School of the Art Institute of Chicago transformou completamente as ruas de Seul, na Coreia do Sul, durante a melancólica estação das monções. Para quem não lembra mais das aulas de geografia, as monções são um fenômeno da região asiática, em que as diferenças de temperatura e pressão das massas de ar sobre o continente e o mar afetam o clima dos países. O resultado? No verão, ocorrem chuvas torrenciais que podem durar vários dias, e no inverno o período de estiagem é tão duro que chega a matar. (Fecha parênteses)

A iniciativa, chamada de Project Monsoon, começou com um time de criativos pintando as estradas de Seul com tinta hidrocrômica – feita com um tipo de pigmento que muda de transparente para opaco quando é molhado – para formar murais coloridos inspirados na cultura local. Como é de se imaginar, os costumes do leste asiático são muito centrados no rio e na influência do seu fluxo na vida da população, exatamente o que os designers desejavam captar com o trabalho. As peças de arte exuberantes são reveladas de forma inesperada, conforme a chuva cai e as gotas d’água entram em contato com o solo.

Em meio a uma tempestade sombria e difícil na vida de todos, os pedestres ganham um motivo para sorrir quando um mundo subaquático, cheio de peixes e tartarugas, aparece diante de seus olhos. Uma vez que é possível chover até três semanas seguidas durante as monções, os moradores de Seul vão ter boas razões para se divertir e se encantar enquanto estiverem na companhia de seus guarda-chuvas.

 

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Via My Modern Met

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Artista transforma painéis públicos em obras de arte

Ao passear pelas ruas de Auckland, capital da Nova Zelândia, a chance de esbarrar em algum trabalho do ilustrador Paul Walsh é bem grande. O artista é auto-didata, e passou os últimos anos transformando aqueles painéis públicos sem graça, que normalmente abrigam fios da companhia elétrica ou da internet, em lindas e coloridas telas artísticas.

A novidade é que, ao invés de fazer o Banksy e pintar tudo clandestinamente, o trabalho de Walsh tem o apoio público da Chorus, a empresa de telecomunicações detentora dos painéis. O resultado é um show de traços criativos e super caprichados.

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Achou os painéis familiares?  Com razão! A inspiração para os retratos de animais veio dos memes. Nada mais justo, uma vez que as caixas são usadas por uma companhia que presta serviços de Internet.


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A oportunidade surgiu de uma forma bem engraçada: em 2013, o artista tomou umas a mais e pintou um Grumpy Cat na parede de uma pracinha local. Como era de se esperar, o muro foi pintado, mas os moradores ficaram indignados e manifestaram seu descontentamento para a prefeitura.  A história foi parar nos jornais, e um representante da Chorus, ao ler o artigo, convidou Paul para pintar os painéis públicos utilizados pela empresa. Uma forma simples de alterar a paisagem urbana para melhor, né?

Via Bored Panda

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Professora fotografa poses de yoga em meio a street art

A instrutora de yoga Soren Buchanan, de Chicago, poderia ser mais uma musa fitness do Instagram, postando fotos de poses mirabolantes e dignas de uma contorcionista de circo. Não me entendam mal, existem várias contas legais assim. Mas a dela é ainda mais criativa: a professora fotografa poses de yoga em meio a street art. Paredes, muros, prédios, fundos grafitados, enfim. Tudo é cenário para que as linhas do corpo se misturem às linhas da ilustração, compondo fotos muito criativas.

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professora fotografa poses de yoga

A inspiração? Soren é filha de um professor de arte e de uma artista plástica. A moça cresceu em meio à ilustração, mas foi só na faculdade que começou a se interessar por street art. Fotografando as composições, ela teve a ideia de utilizá-las como fundo para a prática de Yoga. Um ponto interessante é que a instrutora sempre compartilha o autor das obras, pois espera trazer reconhecimento e colaboração para o trabalho dos artistas parceiros.  Eu já estou seguindo ela, e vocês?

Via Fubiz

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Street Art com fotos do Instagram toma conta de Nova York

Já imaginou ver as suas fotos do Instagram impressas por toda a cidade? E mais: a cidade sendo Nova York? Pois é exatamente isso que a campanha Get up NY, uma ação de street art com fotos do Instagram, está fazendo em Manhattan. Assim como vários artistas do ramo, os membros são anônimos, e seu projeto consiste em criar pôsteres das imagens postadas com a hashtag #GetUpNY. Depois de impresso, o material vai parar em locais que de alguma forma se relacionam às imagens – podendo até ser fisicamente próximo de onde a foto foi registrada.

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A imagem aí de cima me lembrou as fotos do Ballerina Project, que costuma usar como locação estações de trem. As colunas sempre dão uma profundidade bem interessante para a foto.

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Amei essa foto! Os pôsteres juntinhos até parecem cartas de um jogo de baralho. Muito legal!

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Adoro intervenções criativas no espaço urbano. Uma boa forma de fazer as pessoas interagirem com a cidade, mesmo quando estão grudadas no seus smartphones, não é? Aqui em Porto Alegre, já até consigo imaginar os locais preferidos para uma ação como essa – Parcão, Redenção, Lancheria do Parque e Cidade Baixa no geral iam fazer muito sucesso.

Via Design You Trust

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Play me, I’m Yours é um projeto que personaliza pianos para levar música às ruas

Já pararam para pensar o quanto dividimos o mesmo espaço – seja na rua, no ônibus ou até no elevador – com as mesmas pessoas, sem saber absolutamente nada delas? O artista britânico Luke Jerram percebeu essa falta de interação que já faz parte dos nossos dias, e resolveu tomar uma atitude. O projeto Play me, I’m Yours é a concretização de uma ideia de levar música e comunicação para as ruas, instalando pianos em espaços públicos.

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Ao falar sobre o projeto, o artista explicou que Play Me, I’m Yours veio da sua experiência na lavanderia, onde ele percebeu que as mesmas pessoas utilizavam o serviço durante os finais de semana, mas jamais conversavam entre si. A situação deveria se repetir em diversas “micro-comunidades”, que compartilham tempo e espaço sem trocar uma palavra. Ao instalar o piano, a intenção de Luke foi criar um catalisador para a conversa, alterando a dinâmica dos locais públicos.

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O resultado? Sucesso, desde o início – em 2008, quando Jerram instalou 15 pianos ao redor da cidade de Birmingham durante três semanas. Aproximadamente 140 mil pessoas tocaram os pianos ou pararam para assistir aos que tocavam, o que motivou conversas e interações com o espaço urbano. Desde então, mais de mil instalações Play Me, I’m Yours foram dispostas em 38 cidades ao redor do mundo, alcançando uma audiência de 6 milhões de pessoas.

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Os street-pianos, que são alegres e coloridos, sempre pintados em cores vivas por artistas locais, ficam na entrada de estações de trem, praças, mercadinhos locais e outros locais frequentados por bastante pessoas. Todos – independente da raça, sexo, idade ou classe social, são convidados para apresentar suas habilidades no piano. Com um ritmo estável de interações entre o pianista, os espectadores e a cidade, os pianos unem as comunidades por meio da auto-expressão e da criatividade.

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Para quem manja de inglês, um videozinho muito legal com alguns dos pianistas compartilhando suas experiências:

Via My Modern Metropolis

 

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Street Art com Origami é a marca da francesa Mademoiselle Maurice

Eu sou apaixonada por street art, ao ponto em que tenho que cuidar para não encher esse blog só dessas referências. Mas não tive como resistir ao encontrar o trabalho da Mademoiselle Maurice, uma artista francesa que trabalha com origami, criando peças fantásticas.

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Ao invés de apresentar o seu trabalho nos museus, Maurice escolheu as ruas como palco, para que todos possam apreciar o colorido das suas instalações. A francesa aprendeu a fazer Origami no Japão – Origami, não os aviõezinhos de brincadeira que a gente dobra, ok?

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As dobraduras dela combinam milhares de formas de papel, e às vezes levam dias para serem montadas. Pensando nisso, ela trabalha em parceria com escolas e organizações locais, recebendo ajuda de centenas de voluntários para dobrar os papeizinhos.

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A inspiração? Veio do Terremoto em Tóquio em 2011, quando ela estava vivendo na cidade. Em meio à tragédia, ela decidiu expressar um carrosel de emoções por meio do seu trabalho. Um ponto muito legal é o aspecto coletivo das instalações: cada um que ajuda a dobrar, acaba se sentindo um pouquinho parte desse espectro colorido.Para conhecer mais sobre o trabalho de Maurice, e apreciar as diversas instalações feitas ao redor do mundo, eu recomendo acessar o site da artista.

Via Viral Florest

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