Abertura de Game of Thrones recriada com papel

Para os que estão saudosos de Game of Thrones – afinal, uma longa vigília nos aguarda até a sétima temporada – um mimo da Moleskine promete trazer um pouco de diversão. A empresa lançou recentemente sua coleção cadernetas inspiradas no fenômeno da HBO. Seguindo a tradição da marca, a Moleskine levou o projeto a um patamar ousado e entregou o que provavelmente é uma das melhores recriações da sequência de abertura do seriado. King’s Landing foi recriada com papel – ou melhor, 7.600 recortes, para ser exata.

Dadomani, um estúdio de animação de Milão, criou o vídeo para a empresa italiana. As engrenagens, estruturas e fortalezas tridimensionais são inteiramente feitas de papel. Assim como no original, tudo se move e acompanha o ritmo da música.

 

No detalhe, as ilustrações que acompanham cada um dos cadernos

 

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A coleção de caderninhos já está disponível para compra por valores a partir de vinte dólares (o tamanho maior custa vinte e cinco). O designer Levente Szabò criou três layouts, homenageando as casas mais populares na história: Stark, Targaryen e Lannister. A capa dos Stark tem um lobo gigante, a dos Targaryen um dragão e a dos Lannister o leão símbolo da família. Dá para comprar os cadernos separadamente ou em coleção.  Sou super fã dos Targaryen, mas devo admitir que o meu layout favorito foi o Stark.

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A silhueta de Tyrion Lannister ilustra a capa inspirada nos Leões de Casterly Rock

 

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Mas não é só isso. Enquanto o design da capa já vale o investimento, fãs do Moleskine e de Game of Thrones também vão ganhar adesivos, uma colagem de cenas da série na capa interna, e uma fita de papel com a árvore genealógica das três famílias. Um bom presente para aquele seu amigo viciado na série.

Via PSFK

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Hikaru Dorodango, a arte japonesa que transforma sujeira em esferas decorativas

O artista Bruce Gardner é especialista em uma forma de arte japonesa chamada hikaru dorodango (algo como bolinho brilhante) no qual a sujeira do canto de casa é transformada artesanalmente em esferas brilhantes. Os objetos levam váárias horas para ficar prontos, porque as partículas minúsculas de sujeira vão sendo aplicadas uma por cima da outra, criando camadas. Dependendo do efeito desejado, um pano pode ser usado para criar uma cobertura de verniz – o que constitui o toque final para o acabamento brilhante parecido como uma bola de bilhar.

Apesar da aparência firme, a dorodango final permanece super frágil, e precisa ser manuseada com muito cuidado. Ao que parece, o propósito desse trabalho reside muito mais no foco e na meditação que fazem parte do processo do que a longevidade do resultado final.

Além do vídeo, separei algumas imagens do processo. Realmente, os orientais têm muito a nos ensinar quando o assunto é paciência. (e não só nisso, né?)

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Via Colossal

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Conheça como um homem com cegueira de cores usa a tecnologia para ouví-las

Produzido como parte da  The Connected Series, um projeto de vídeos da Samsung para explorar a maneira como a tecnologia pode impactar a vida das pessoas, Hearing Colors é um curta metragem que explora a vida de Neil Harbisson. Neil é um cara que nasceu com a acromatopsia, mais conhecida como cegueira de cores. A doença deixa aproximadamente 1 pessoa em cada 30 mil completamente incapaz de distinguir qualquer cor, devido a um defeito nos cones, as células responsáveis pelo reconhecimento do espectro visual.  Por meio de uma espécie de antena implantada na parte de trás da cabeça, Harbisson ganhou a capacidade de identificar as cores por meio de sons distintos.

Neil aderiu completamente à tecnologia e até se denomina abertamente um ciborgue: “Eu não sinto como se estivesse usando ou vestindo a tecnologia. Sinto como se eu fosse a própria tecnologia: não há diferente entre o software e o meu cérebro.” Detalhe: a Wikipédia me contou que o Governo Britânico (para fins de emissão de passaporte) oficialmente reconheceu o cara como um ciborgue de verdade.

O vídeo de cinco minutos, gravado em preto e branco e escolhido como Staff Pick do Vimeo permite que a audiência vivencie um pouquinho da experiência de Harbisson, ao demonstrar como ele percebe as pessoas, as cidades e a vida de forma geral. O documentário foi criado pelo cineasta Greg Brunkalla. Para quem curtiu, recomendo a página dele no Vimeo e também o Tumblr com todo o projeto da Samsung.

 

Via Colossal

 

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Vodafone presenteia mulheres com guarda-chuva para defesa pessoal

Na Índia, é comum que os homens trabalhem em cidades maiores para sustentar suas famílias, enquanto suas esposas e filhos ficam em casa, em vilarejos menores. Entretanto, essa prática deixa as mulheres vulneráveis à violência, especialmente quando precisam receber o dinheiro que seus esposos enviam. Sabendo disso, a Vodafone India implementou um programa que oferece a essas mulheres uma ferramenta de proteção inusitada: um guarda-chuva.

Embora não pareça a arma mais mortal e ameaçadora, o guarda-chuva da Vodafone apresenta às mulheres uma ferramenta discreta e eficiente para a defesa pessoal. Como parte da campanha lançada pela Ogilvy Mumbai, qualquer pessoa pode presentear uma mulher por meio do Vodafone, e basta passar em uma das lojas para retirar o objeto.

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As mulheres não precisam ser especialistas em artes marciais para usar o guarda-chuva como projetado. Ele já vem com instruções no interior, que consistem em uma série de desenhos ensinando de forma super simples como usar o objeto para se defender. Um exemplo? Instruções detalhadas dos lugares mais indicados para avançar com a ponta do guarda-chuva em um possível agressor ou até como empurrá-los. Confiram aí embaixo.

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Para demonstrar como o processo funciona, foi feito um vídeo em Mumbai e também no vilarejo de Jaunpur em Uttar Pradesh. O vídeo apresenta alguns homens expressando sua preocupação com as esposas, e as formas de adquirir um guarda-chuva ninja 🙂

 

Lembrando que não é a primeira vez que a Vodafone inova em ações que empoderam e defendem as mulheres em zonas perigosas. Esse ano, a empresa faturou o GP de Media em Cannes com um aplicativo secreto, criado para ajudar vítimas de violência doméstica na Turquia. A ideia consiste em um app que transforma a lanterna do smartphone em um comunicador – basta sacudí-la e três pessoas recebem uma mensagem de alerta, juntamente com a localização da mulher em perigo. A divulgação também foi feita secretamente, por meio de avisos em etiquetas de roupas, banheiros femininos e mensagens codificadas em vídeos do Youtube.

O mais legal é que são mecanismos simples, que podem garantir a segurança de inúmeras mulheres que vivem em áreas de perigo. Simplesmente sensacional!

 

Via PSFK

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O poder dos introvertidos – um Ted Talk para canhotos

Se tem uma frase que a minha terapeuta já deve estar cansada de ouvir é: “Tem momentos em que eu esgoto a minha cota de pessoas. Preciso ficar sozinha”. E, por muito tempo, eu acreditei que isso fosse uma característica antissocial e  até mesmo chata da minha parte, como se eu não tivesse prazer em estar na companhia dos meus amigos. Não é nada disso. Apenas descobri que sou introvertida, remando contra a maré em uma cultura que valoriza a extroversão.

Essa semana encontrei em um artigo fantástico do BrainPickings um Ted Talk sobre o poder dos introvertidos. Susan Cain, autora do livro homônimo, derruba várias premissas que permeiam a nossa sociedade ao falar sobre temperamento, especialmente com relação à criatividade. Canhotos e gauches da vida, apreciem sem moderação:

Solidão é muitas vezes um ingrediente crucial para a criatividade.

Ao longo dos meus anos de faculdade, fiz o maior esforço do mundo para ser sociável, falante e agitada, porque acreditava que era impossível um profissional da comunicação não ser extrovertido. E sabe o que aconteceu? Além de me sentir uma farsa (olha o exagero!), só comecei a ser criativa de verdade  quando aceitei que minhas ideias precisam da solidão para acontecer. É interno e pessoal, não dá para fazer em grupo em um brainstorm.

Descobri que o meu processo de criação acontece quando estou sozinha, embora seja fruto do contato que eu tenho com as pessoas. Não estou dizendo que criatividade brota do nada – até porque nossas referências estão muito ligadas ao ambiente em que vivemos, mas apenas acredito que o isolamento também faz parte da encubação de uma boa ideia. Sempre bom lembrar:

Não há nenhuma correlação entre ser o melhor orador e ter as melhores ideias.

Por último, queria compartilhar um teste de personalidade – sim, amo testes – desenvolvido pelo Jung, que é bem útil para descobrir onde nos encaixamos dentro do espectro que vai do extrovertido ao introvertido. Meu resultado foi INFJ, o falso extrovertido. Se fizerem, compartilhem os resultados nos comentários!

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A jornada do herói e suas lições para os bons contadores de histórias

Quer saber o que os mocinhos de Hollywood têm em comum com Hércules, Teseu e todas as figuras da mitologia? Ou ainda, existe uma fórmula para escrever uma história que cative a audiência, independente das suas diferenças? A resposta é: sim (e não). Vou reformular: existe sim um ponto de partida –  que data dos mitos mais antigos da nossa cultura

O norte-americano Joseph Campbell dedicou boa parte da sua vida para estudar mitologia, e desenvolveu uma teoria que foi publicada em livro: O Herói de Mil Faces (recomendo muito!). O estudioso descobriu que há uma jornada comum percorrida pelo arquétipo do herói nos mitos antigos e chamou esse modelo de Monomito. Desde então, a teoria tem sido aplicada de pequenos contos até fenômenos da cultura pop. como Star Wars. Encontrei essa animação do TED Ed que apresenta uma síntese do assunto com ilustrações e exemplos super fáceis. Ativem a legenda em português e confiram:

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Quem já estudou alguma coisinha de cinema vai identificar os tradicionais pontos de virada, e a estrutura harmonia/desarmonia/harmonia. O legal do modelo de Campbell são as semelhanças com o trabalho de Jung, puxando para a psicologia. As mesmas fases que o herói percorre podem ser aplicadas em nossa própria vida e nos desafios que entrentamos.

Voltando à fórmula para uma boa história:  é claro que a Jornada do Herói não é uma receita de bolo. Afinal, o objetivo de conhecer as regras é saber quando quebrá-las. Um exemplo super atual é o do George Martin, autor de Game of Thrones: o primeiro livro apresenta uma jornada clássica do herói Ned Stark, até cortarem a cabeça do coitado. Essa quebra de expectativa brinca com a audiência e rompe paradigmas mas, por outro lado, o leitor precisa de um herói clássico para se identificar. Ned se foi, mas Jon Snow e Daenerys Targaryen são bem heróicos, certo? Não é de graça que os arcos da rainha dos dragões e do bastardo de Winterfell são alguns dos mais populares na história.

Para quem se interessa por escrita criativa, cinema ou mesmo quem precisa melhorar suas apresentações, recomendo as dicas do Ficção em Tópicos e o pequeno manual do Roteiro de Cinema. As referências são intermináveis, então bora procurar no Google pela Jornada do Herói, ok?

Via Brainpickings

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