7 vídeos para celebrar o Dia Internacional da Dança

“Dançar é escrever um poema que se faz com o corpo e que se lê com a alma”.

Muito antes de ser considerada um esporte, a dança é uma arte. Isso porque ela não precisa dos apitos e nem da competição para existir – seu significado já é completo em si mesmo. Para marcar a data aqui no blog, eu selecionei 7 vídeos para celebrar o Dia Internacional da Dança e a influência dessa arte na cultura pop.

1. The Red Shoes (Os Sapatinhos Vermelhos)

O mais antigo da lista é um musical britânico de 1948, inspirado no conto de fadas de Hans Christian Andersen. Moira Shearer é Victoria, uma bailarina dividida entre a carreira e o amor verdadeiro. O filme venceu dois Oscars e desde então é uma referência no mundo da moda, principalmente pelas icônicas sapatilhas vermelhas da protagonista:

Para quem gosta de séries, no final da segunda temporada de Dance Academy a Tara dança esse solo. É absurdamente demais.

2. Dirty Dancing

Nobody puts Baby in the corner – dispensa apresentações. Esse filme continua sendo uma das referências mais fortes quando se fala em dança no cinema. Quem não queria treinar uns saltos com o Patrick Swayze?

3. Under Armour – I Will What I Want

Saindo um pouco do cinema e entrando na publicidade, temos a campanha da Under Armour com a participação da Misty Copeland, solista no American Ballet Theather (e de quebra, a primeira mulher negra a ocupar essa posição na história).

Além de romper todos esses paradigmas, a história de Misty começa de um ponto diferenciado: a menina levou vários nãos por supostamente não ter o corpo adequado para o ballet – musculosa, peituda, começou a dançar tarde, etc. E nada disso impediu que ela se transformasse em uma excelente profissional.

4. Moulin Rouge – El Tango de Roxanne

Injusto falar especificamente dessa cena sem citar o filme inteiro. Moulin Rouge trouxe de volta a categoria dos musicais ao rol de filmes bem-sucedidos – tanto em relação ao público quanto à critica. A direção de arte, a fotografia, a trilha sonora.. para mim, tudo se encaixa perfeitamente no clima intenso do filme.

A cena que eu escolhi se vale da emoção do Tango para expressar um dos sentimentos mais irracionais dos apaixonados: o ciúme.

5. Dança Comigo

Richard Gere é um tiozão deprimido, e todos os dias na volta do trabalho passa por uma escola de dança que desperta sua curiosidade. Encantado com a professora que ele vê da janela do trem (apenas a Jennifer Lopez), ele resolve se matricular. Aprendendo a dança de salão ele se reencontra como pessoa. Fiquem com esse pequeno ensaio:

6. Take me to church – Hozier

O primeiro videoclipe musical da lista é bem recente e fez muito sucesso nos últimos meses. Um exemplo perfeito para quem ainda duvida da capacidade dos bailarinos homens. Impossível alguém não sentir toda a emoção que a dança acrescenta a essa música.

7. Thinking out Loud – Ed Sheeran

Meu favorito da lista! Perdi as contas de quantas vezes assisti a esse clipe desejando ser a bailarina do ruivinho fofo. Detalhe: ele não sabe dançar, e mesmo assim insistiu em aprender a coreografia e fazer tudo sozinho. Como não amar? É romântico sem ser brega, em grande parte devido à performance da moça, que consegue ser delicada como o clipe pede, mas também sensual.

Bônus: Pulp Fiction

Uma Thurman e John Travolta arrasando no concurso de dança (modo freestyle) não poderia ficar fora da lista, né?

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Animação chilena apresenta em poucos traços a dor e a delícia do amor

Procurando conteúdo no Vimeo para compartilhar aqui, acabei encontrando o curta-metragem chileno The Gift, selecionado para mais de 90 festivais ao redor do mundo. Dirigido por Julio Pot e apoiado por um sistema de crowdfunding (é muito amor!), a animação ilustra muito bem as fases que são tão familiares para os apaixonados. Com traços simples e uma estética de rascunho – quase bonequinhos de palito, o vídeo consegue ser delicado sem cair no lugar comum.

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A história da animação chilena gira em torno de um casal que se conhece e logo em seguida começa a namorar. Quando a menina é presenteada com uma pequena bolinha tirada do peito do namorado, ela não consegue mais deixar o presente de lado. Nem mesmo quando eles terminam! Preparem-se para os óunns:

Via Sploid

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Vídeo retrata Princesas da Disney historicamente adequadas

A Disney cria mundos fictícios para suas princesas tomando como inspiração a história e a mitologia. O BuzzFeed fez um experimento muito legal, adaptando o figurino das princesas com base em uma pesquisa, cujo objetivo era definir sua época e local de origem aproximados.


 

Branca de Neve, Branca de Neve e os Sete Anões — Alemanha, meados de 1500

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Embora tecnicamente a Alemanha ainda fizesse parte do Sacro Império Romano durante o século XVI, o país foi o berço da Reforma Protestante – que influenciou fortemente a cultura e a religião locais. As alemãs dessa época usavam tecidos pesados e de cores escuras, com ombros e quadris bufantes, além de decotes altos. Já o cabelo era amarrado para atrás, normalmente coberto com uma tiara ou acessório parecido.

Um detalhe bem interessante: quando eu era pequena, tinha a coleção de livros “Conte Outra Vez”, apresentada pela Xuxa. E me lembro direitinho que as ilustrações da Branca de Neve eram muito parecidas com esse retrato.

Jasmine, Alladin — Península Arábica, ano 300 D.C

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A história do Alladin se passa em uma sociedade pré-islamismo, de forma que as mulheres se vestiam mais modestamente: roupas soltas e sem cortes elaborados. As mais ricas, como Jasmine, usavam véus de comprimentos variados, com tecidos mais elaborados e finos do que as mulheres mais humildes. O lápis preto bem grosso também era característico dessa época.

Tiana, A Princesa e o Sapo — Nova Orleans, anos 20

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Roaring 20’s! Nova Orleans é a terra natal do jazz, então tem tudo a ver com os looks de O Grande Gatsby. As mulheres usavam vestidos justos e retos, com cintura drapeada. O cabelo era curtinho, e algumas usavam acessórios como chapéus e fascinators. A maquiagem era bem Hollywood: batom vermelho, blush, rímel e delineador.

Aurora, A Bela Adormecida — Inglaterra, ano 1300

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A Princesa Aurora usaria roupas sob medida, mangas longas e apertadas, além de mantos elegantes por cima dos vestidos ajustados. As mulheres que tinham a testa larga e o cabelo loiro eram consideradas especialmente bonitas na Inglaterra do século 14 – o que explica o cabelo trançado em círculos ao lado das orelhas, às vezes adornado com véus e coroas.

Pocahontas, Pocahontas — Virgínia, início de 1600

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Iracema, digo, Pocahontas, era filha do chefe da Tribo Powhatan, e sua vestimenta deveria destacar isso. Uma “saia” de camurça e um colar de conchas ao redor do pescoço seriam tudo o que a moça vestiria no verão. No frio, ela talvez usasse uma capa de couro envolta nos ombros para se manter aquecida.

Uma curiosidade: as mulheres Powhatan solteiras usavam tranças, ao passo que as casadas cortavam o cabelo curtinho logo após as bodas. Outro ponto interessante é que a nobreza costumava tatuar o rosto e o corpo. Então assim, nada daquele cabelão solto ao vento e rostinho de cera! A Pocahontas de verdade provavelmente tinha tatuagens no rosto.

Bela, A Bela e a Fera — França, ano 1700

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Ao casar com a Fera, a Bela se tornaria parte da realeza, portanto teria um estilo bem parecido com o da Maria Antonieta: vestidos extravagantes e corsets apertadíssimos. O cabelo teria penteados chamativos, podendo até apelar para perucas. Para completar, as francesas usavam pó branco no rosto, uma tonelada de blush cor de rosa e verrugas falsas. Confesso que fiquei um pouco decepcionada ao imaginar a Bela – que sempre foi um ícone do feminismo para mim – conformada com essa aparência super fútil que as francesas pré-revolução usavam.

E aí, o que acharam? É legal ver as princesas da Disney historicamente adequadas, mas um pouco de licença poética não faz mal a ninguém, né?

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Instalação luminosa feita de 5.500 lâmpadas reproduz a Lua Nova

New Moon é uma obra interativa de luz e sombra instalada em Kentucky, nos Estados Unidos, em Fevereiro do ano passado. O projeto é dos artistas Caitlind r.c. Brown and Wayne Garret, que reaproveitaram 5.500 lâmpadas queimadas doadas pela comunidade para reproduzir a lua.  O charme da escultura fica por conta da catraca imensa, que permite aos visitantes manipular as fases lunares. Detalhes no vídeo e nas imagens:

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Ao explorar o astro que inspira poetas e artistas há séculos, a escultura traz para o plano concreto a influência da lua na vida das pessoas: os efeitos de marés e principalmente a relação luz e sombra. O que eu mais curti é a possibilidade de mover a catraca em conjunto. Se as instalações de arte já são legais quando interagimos individualmente, muito mais quando podemos compartilhar a experiência com os outros, né?

Via Colossal

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Nike + Pedro Lourenço + Coreografia em um vídeo lindo

A Nike tem uma divisão especial de inovação, a NikeLab – que conta com poucas lojas ao redor do mundo, nas quais eles expõem produtos disruptivos, fruto de parceria com outros inovadores. O novo projeto envolve uma coleção desenhada pelo Pedro Lourenço, que ganhou um vídeo maravilhoso coreografado na cadeia de montanhas do Atlas. Olha o cambret da criatura aí debaixo só pra ter uma ideia:

A coleção do Pedro foi inspirada na arte contemporânea, para apresentar de forma limpa e simples a mistura entre o gráfico e o orgânico. Uma das referências dele foram os elementos do trabalho do Oscar Niemeyer, e só por aí já dá para imaginar a qualidade do trabalho.

O vídeo tem direção de Somesuch’s Abteen Bagheri e, à primeira vista, é basicamente uma bailarina dançando ao som eletrônico de “As If”, da Jessy Lanza. A bailarina é Hajiba Fahmy’s, que trabalhou com o coreógrafo Aaron Sillis para incorporar movimentos que transmitissem uma áurea etérea e supernatural ao clipe. Apesar disso, o pessoal da Nike fez questão de incluir alguns exercícios básicos na coreô, como agachamento, empurrão/puxão e rotação (na verdade todos esses movimentos estão presentes na dança, só que a maioria dos esportistas não faz a menor ideia do que é um plié.)

A moral era fundir os dois universos: evitar que fosse um mero clipe de exercício, mas ao mesmo tempo não cair completamente na estética de dança contemporânea abstrata. O diretor comentou que o objetivo da coreografia era ampliar o sentimento de liberdade traduzido pela coleção, o que para mim ficou perfeito. Já ouvi alguém dizer que dançar é a coisa mais próxima que se pode fazer de voar. Concordo plenamente, e esse clipe só reforça isso:

Para os curiosos, também vai o making of:

Via Archive

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O encontro do Ballet e da Robótica em Francesca da Rimini

Morro de amores pelo ballet. Nunca fiz quando era criança, e estou tendo a oportunidade de aprender agora que sou adulta. Do pouco que conheço, sei que os movimentos exigem um controle absoluto de cada pedacinho do corpo – alguns que a gente nem sonha que existam. Sendo assim, dá para imaginar a dificuldade que é tentar registrar tudo isso com uma câmera. Qualquer pessoa que tenha assistido a um espetáculo de dança e depois visto a gravação, sabe que a última fica devendo muito ao original.

Pois bem. O diretor Tarik Abdel-Gawad reuniu os dois Principal Dancers do Ballet de São Francisco para o projeto Francesca da Rimini, no qual utilizou uma câmera controlada por robô a fim de registrar os movimentos dos bailarinos em uma perspectiva “nunca-antes-vista”. Motion-capture, bonecos 3d e muito trabalho renderam ao vídeo o selo Staff Pick do Vimeo, como é possível ver aí embaixo:

O resultado dá nitidamente a impressão de que a câmera faz parte da coreografia. Tanto que assisti ao vídeo final antes do making of, e nem me liguei no trabalho da produção. Simplesmente me senti mergulhada na peça  (o que, eu imagino, era o objetivo final). Resumindo, a equipe captou muito bem a dinâmica e a essência dramática dos movimentos do ballet. Para quem acha meio chato, recomendo assistir pensando em todos os ângulos da câmera para ter uma ideia da dificuldade do negócio – não é qualquer gruazinha que faz isso, hein.

 

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