Earthships: a comunidade do Novo México que vive em casas construídas de lixo reciclado

Assim que saiu da escola de arquitetura em 1972, Michael Reynolds começou a se questionar o quanto de fato tinha aprendido. Por que construir casas feitas de madeira (e, portanto, árvores) quando as florestas são um bem que desejamos preservar? Por que pagar pela eletricidade, água e aquecimento, quando tudo pode ser obtido de forma alternativa, utilizando materiais existentes e fontes de energia renovável, como o vento, a chuva e a luz solar?

Reynolds embarcou em uma jornada para construir uma casa feita de sucata, pneus, latas de alumínio e outros objetos reaproveitados e – pasmem – com tamanho sucesso que chamou a atenção de um bom número de pessoas. Agora, uma comunidade inteirinha (65 casas) vive nesses lares diferentes, chamados “Earthships” em Taos, Novo México. O projeto se enquadra naquilo que Reynolds chama de “Biotechture”, ou seja, arquitetura pela vida.  O resultado ficou uma coisa meio futurística, em uma mistura de Jetsons com Castelo Rá-Tim-Bum, como vocês podem conferir nas fotos aí embaixo.

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As cineastas Flora Lichtman e Katherine Wells estiveram por lá recentemente para aprender mais, e produziram o documentário abaixo que entrou na lista dos Staff Picks do Vimeo. Não vou negar que o arquiteto responsável é realmente bem esquisitão e as casas não têm um apelo estético sensacional (parece uma vila bem riponga), mas o argumento dele é super coerente. Vale o clique.

 

Via Colossal

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Seabin, a cestinha de lixo que flutua por aí limpando o oceano

A dupla de australianos Andrew Turon e Pete Ceglinski criou a Seabin (lixeira dos mares), uma cestinha de lixo flutuante que coleta garrafas de plástico, papel, óleo, combustível e detergente que esteja flutuando no oceano. Esse é um problema que tem atacado os nossos mares de forma devastadora, e é só dar uma procuradinha de leve no Youtube para perceber o quanto a situação é crítica.

O legal da Seabin é que se trata de um projeto barato e de manutenção simples, ao contrário dos barcos de limpeza, que demandam pessoas e uma verba de construção muito maior. Os criadores afirmam que o objetivo é montar uma cadeia sustentável, fazendo mais Seabins por meio do plástico coletado ao longo do tempo, criando um efeito dominó. O segundo objetivo é, claro, viver em um mundo onde as lixeirinhas não sejam mais necessárias.

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A Seabin fica presa a uma doca flutuante cuja função é servir como base para uma bomba d’água, que funciona com energia da costa. A bomba cria uma corrente de água dentro da lixeira, trazendo consigo todo o lixo e detrito que esteja flutuando ali por perto. Esse material fica preso dentro da sacola de fibra natural, e a água retorna pelo fundo da lixeira para a bomba, reiniciando o processo.

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Praticamente toda a produção das cestinhas é feita em casa, e o objetivo dos australianos é começar a enviá-las na metade/final de 2016. Eles abriram o projeto para crowdfunding no Indiegogo, e no início desse mês conseguiram alcançar toda a verba necessária: 230 mil dólares.  Separei um videozinho para vocês entenderem como as cestinhas funcionam:

Demais né? Uma vez que o projeto alcançou a verba para produção, tenho certeza de que ainda vamos ouvir falar bastante dessas cestinhas.

Via Bored Panda

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Barbeiro da Rua oferece cortes de cabelo gratuitos para mendigos na Austrália

O australiano Nasir Sobhani tem 26 anos e é mais conhecido como o Barbeiro da Rua, ou The Streets’ Barber. O ofício dele é comum a muitos outros profissionais: cortar o cabelo das pessoas. Durante seis dias na semana, ele faz isso em um salão, ganhando grana para viver. Mas no seu dia de folga, ele sai pelas ruas de Melbourne para cortar o cabelo e fazer a barba de mendigos, de graça. Ele aproveita a oportunidade para conversar com as pessoas e convencê-las de que é nunca é tarde para se recompor e recomeçar.

“Um corte de cabelo pode fazer muito por uma pessoa. É por isso que eu chamo essa iniciativa de “Novo Corte, Novo Começo”, ele afirma. Nasir já foi usuário de drogas por muito tempo, e ele lembra que não conseguia sequer se olhar no espelho, além de morrer de vergonha de estar próximo a outras pessoas. Por isso, ele resolveu ajudar aqueles que também passam por essa situação a recuperar a dignidade na hora de se olhar no espelho: “Cortar o cabelo das pessoas nas ruas é o meu novo vício. Me dá um barato verdadeiro e muito melhor”.

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Nasir compartilha sua experiência com as drogas e ouve as histórias das pessoas, que estão sedentas por um pouquinho de atenção. Ele comenta que a sensação de fazer o bem eliminou todo sentimento de solidão que ele tinha antes. Coisa mais linda, né?

Via Design You Trust

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Micro Matter: a série de casinhas contruídas dentro de tubos de ensaio

Na série chamada Micro Matter, a designer e diretora de arte  Rosa de Jong, que vive em Amsterdã, criou casas altíssimas e arranha-céus dentro do espacinho super estreito de um tubo de ensaio de vidro. Seguindo o estilo daqueles navios montados dentro de garrafas (um trabalho primoroso, diga-se de passagem), as casinhas e edifícios são todos construídos manualmente e empregando o uso de objetos naturais. A única exceção fica para alguns elementos de modelagem, como o musgo falso.  Alguns pedaços até brincam com a gravidade e parecem crescer para cima e para baixo!

A composição lembra um misto dos navios nas garrafas com as maquetes de empreendimentos imobiliários, exatamente pela riqueza nos detalhes. O resultado é encantador, e é bem interessante conhecer um pouquinho sobre o processo criativo ao conferir as fotos do making-off. Instrumentos de artesanato e carpintaria, mil réguas e esquadros e muita, mas muita paciência. O resultado é um belo presente. Já imaginou decorar a casa ou até um jardim de inverno com esses tubinhos de ensaio? Outra boa dica é colocar no ambiente de trabalho ou estudos. Um charme.

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Para quem se interessou, recomendo conferir o Behance da Rosa. Além de trabalhar com atividades manuais em excelentes projetos como o Paper Book, ela também tem um excelente portfólio como designer e ilustradora.

Via Colossal

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Designer cria tapeçaria temporária com papéis de carta

O designer holandês Thomas Voorn comprou uma seção inteira de papéis de carta de uma papelaria local que fechou as portas. Tudo isso serviu de inspiração para o seu projeto de Tapeçaria Temporária. Ele fotografou os papéis e os transformou em padrões dinâmicos que permitem que você crie seu próprio papel de parede para decorar a casa. O charme é que não se trata de uma construção comum – a obra do designer é feita de folhas únicas que, quando combinadas, se transformam em uma foto/padrão gráfico.

Cada parte do padrão super colorido é uma imagem do papel de carta, que foi atirado de forma totalmente randômica e displicente e, então fotografado. No fundo a tapeçaria é um conjunto de fotos de papel impresso em papel (inception mandou lembranças).

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Dá para usar como tapeçaria, pendurar como se fossem pôsteres, colar como papel de parede, enfim – os usos são tantos quantos a criatividade permitir. Ao todo, são nove estilos diferentes de padronagens para escolher, que estão à venda por aqui. Como eu sei que tá meio difícil pagar 62 euros por um papel de parede, aí vai uma dica: que tal seguir a ideia do designer, e montar um projeto próprio? Selecione alguns papeis de carta interessantes, faça uma boa mistureba e comece a fotografar e brincar em um programa de edição de imagens. A diversão é garantida, e o resultado pode surpreender.

Via Design Milk

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Cerca construída com colmeias protege fazendas africanas contra os elefantes

Para proteger as fazendas do leste africano contra elefantes, é bem possível imaginar que seria preciso algo de proporções gigantescas, como uma cerca reforçada ou uma vala imensa para manter os maiores animais terrestres da Terra distantes. Infelizmente, construir esse tipo de barreira em todos os campos é impraticável, e as tentativas atuais para preservar a colheita frequentemente levam a acidentes ou até mesmo a morte, tanto dos fazendeiros quanto dos elefantes. Seria um problema insolúvel, se nessa história não entrasse a zoologista Lucy King,  com uma ideia bem mais simples (e menor): colmeias de abelhas.

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O fato é que – acredite se quiser – os elefantes MORREM de medo de abelhas, porque a picada desse inseto dói muito (ainda mais se for na tromba) e os pobres elefantinhos não podem fazer nada a respeito. Apenas o zunido das abelhas é suficiente para fazer com que os elefantes abandonem uma área imediatamente. Tendo isso em mente, a zoologista se perguntou se uma sequência de colmeias penduradas ao longo de um campo não seria suficiente para manter os mamíferos à distância. Um programa piloto em 2009 confirmou a ideia, e logo o projeto The Elephant and Bees  nasceu.

Atualmente, existem cercas feitas com a ajuda das abelhas em atividade no Quênia, Botswana, Moçambique, Tanzânia, Uganda e Sri Lanka. O legal é que, além de auxiliar na polinização da safra e na hora de evitar os elefantes, as colmeias também se tornaram uma fonte de renda para os fazendeiros. Os caras extraem o mel e vendem localmente, fazendo uma graninha extra. Um super exemplo de engenharia entre espécies contribuindo para o ambiente.

O projeto atualmente está arrecadando fundos para expandir o programa para outros países. Dá só uma olhada nas embalagens super fofas do mel. Elephant Friendly Honey <3. Ameeei!

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Via Colossal

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