Série de barbeiros retratados pelo fotógrafo Franck Bohbots em “Cuts”

Arnold Newman, considerado o pai do retrato ambientado, dizia que o sujeito deve ser pensado a partir do espaço: a casa onde ele vive, o lugar onde trabalha, o tipo de luz que entra por essas janelas e por meio do qual ele é visto. Pensando assim, quando vemos a foto de uma pessoa estaríamos também vendo o ambiente que ela habita. Ou seria ao contrário: nós que somos definidos pelo ambiente no qual vivemos?

Essas questões norteiam a última série do fotógrafo Franck Bohbot’s – Cuts, que retrata os barbeiros em seu espaço natural, as barbearias. No texto de divulgação, comenta-se que as barbearias são como fortalezas imunes à passagem do tempo, ao mesmo tempo em que retratam a evolução de uma profissão muito antiga.  O ambiente exibe evidências da história, cultura e clientela locais, por meio da decoração, do serviço e, claro, do próprio barbeiro.

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Nenhum recurso de iluminação externa foi empregado e muitas das imagens foram compostas e capturadas em questão de minutos. Mais do que um resultado esteticamente bonito, gosto desse questionamento sobre a pessoa e o ambiente. Fica bem óbvio como um faz parte do outro ao ver essas fotos. Para quem gostou, recomendo acompanhar os trabalhos do Franck pelo Behance.

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