Toybox Tiny Home, um trailer cheio de estilo

Para aqueles que alimentam o sonho de viver como um nômade moderno, ainda não vi nada igual ao Toybox Tiny Home, um motor-home cheio de estilo. Completamente diferente dos trailers que vemos por aí nos campings da vida, o Tiny Home é fruto de um projeto super elaborado. Nada mais justo do que um resultado muito charmoso:

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Os designers Frank Henderson e Paul Schultz se uniram para construir essa mini-casa de aproximadamente 13m², que levou mais de um ano para ficar pronta. A estrutura é feita de painéis coloridos por fora, e mede apenas 6×2,5m. O material dos painéis lembra as estruturas do Caminito, em Buenos Aires (coisa mais linda!), misturado com uma disposição estilo Mondrian.

Ao abrir a larga porta de correr, os convidados encontram um loft superior que funciona como quarto (acessível através de uma escada móvel), a área da cozinha, uma mesa com assentos modulares e um banheiro completo. O piso é revestido com placas de denim reciclado, para manter a casa aquecida durante as noites de inverno. Luzes de LED mantêm o espaço iluminado com um consumo baixo, garantindo a sustentabilidade do projeto. Tudo com uma decoração impecável!

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Pequenino, mas com um aproveitamentos de espaço fantástico. Confesso que fiquei com vontade de curtir uns dias de férias nessa casinha fofa. O problema? O ToyBox Tiny Home está à venda por módicos 48 mil dólares. Alguém aí interessado?

Via Hi Consumption

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Russa Ekaterina Panikanova desenha usando livros e cadernos antigos como telas

Não raro, o meio que um artista usa é tão importante quanto a sua criação. Em comunicação, existe uma máxima que diz que o meio é a mensagem – o que cai muito bem para o trabalho de Ekaterina Panikanova. Utilizando livros, cadernos e retratos de diferentes épocas para formar um grid, a russa compõe uma tela gigante com superfícies irregulares, que conversam entre si.

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Ordenados em grupos, os livros lembram pedaços de quebra-cabeça que parecem ser intercambiáveis, ao mesmo tempo em que são extremamente dependentes um do outro. Essa é uma analogia interessante com as nossas experiências e memórias que, embora pessoais, acabam por formar o espírito do tempo, quando consideradas no coletivo. O resultado? Uma série tridimensional espetacular, que foge da pintura tradicional e chega a flertar com as instalações artísticas.

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Os desenhos de Panikanova com certeza não teriam o mesmo impacto se ela não trabalhasse com livros usados, que carregam uma memória própria em cada página (imagina fazer uma tela assim com livros de um sebo? Morri!) Ao olhar para o trabalho final, percebemos que o todo acaba sendo menos importante do que as partes – uma vez que cada uma delas tem uma história diferente para contar. Sou suspeita para falar porque amo arte E literatura, então simplesmente caí de amores por essa quase-instalação.

Via Designer-Daily

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As ilustrações de Sarah Bochaton

Completamente por acaso, encontrei no Pinterest as maravilhosas ilustrações da Sarah Bochaton, uma artista francesa freelancer que trabalha com retratos e estampas. Ela mistura técnicas como desenho artístico, aquarela e retoques digitais com traços femininos e elegantes, sempre com um toque onírico. Tão lindos que eu mal consegui escolher quais eu iria postar:

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Vários aspectos do universo feminino são explorados nas imagens, assim como os contrastes marcantes e uma paleta de cores que lembra um pouco os croquis de moda. As referências da ilustradora vem da dança, moda, natureza e música – dá para notar que a maioria dos desenhos está associado a algum elemento artístico.

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Quem – assim como eu – se apaixonou, pode acompanhar o trabalho da Sarah pelo Behance e também pelo Facebook.

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Nike + Pedro Lourenço + Coreografia em um vídeo lindo

A Nike tem uma divisão especial de inovação, a NikeLab – que conta com poucas lojas ao redor do mundo, nas quais eles expõem produtos disruptivos, fruto de parceria com outros inovadores. O novo projeto envolve uma coleção desenhada pelo Pedro Lourenço, que ganhou um vídeo maravilhoso coreografado na cadeia de montanhas do Atlas. Olha o cambret da criatura aí debaixo só pra ter uma ideia:

A coleção do Pedro foi inspirada na arte contemporânea, para apresentar de forma limpa e simples a mistura entre o gráfico e o orgânico. Uma das referências dele foram os elementos do trabalho do Oscar Niemeyer, e só por aí já dá para imaginar a qualidade do trabalho.

O vídeo tem direção de Somesuch’s Abteen Bagheri e, à primeira vista, é basicamente uma bailarina dançando ao som eletrônico de “As If”, da Jessy Lanza. A bailarina é Hajiba Fahmy’s, que trabalhou com o coreógrafo Aaron Sillis para incorporar movimentos que transmitissem uma áurea etérea e supernatural ao clipe. Apesar disso, o pessoal da Nike fez questão de incluir alguns exercícios básicos na coreô, como agachamento, empurrão/puxão e rotação (na verdade todos esses movimentos estão presentes na dança, só que a maioria dos esportistas não faz a menor ideia do que é um plié.)

A moral era fundir os dois universos: evitar que fosse um mero clipe de exercício, mas ao mesmo tempo não cair completamente na estética de dança contemporânea abstrata. O diretor comentou que o objetivo da coreografia era ampliar o sentimento de liberdade traduzido pela coleção, o que para mim ficou perfeito. Já ouvi alguém dizer que dançar é a coisa mais próxima que se pode fazer de voar. Concordo plenamente, e esse clipe só reforça isso:

Para os curiosos, também vai o making of:

Via Archive

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Uma rede para chamar de minha

O projeto Mi Casa, Your Casa é tudo que eu gostaria de ter hoje! Assinado pelo Estúdio de Design Industrial Esrawe, ele segue uma proposta de integrar o ser humano com o ambiente em que ele vive. As peças são simples, e só fazem sentido quando uma pessoa é inserida no contexto.

As instalações foram feitas para o Woodruff Arts Center, em Atlanta, mas poderiam muito bem ser a área de lazer do Google ou de qualquer outra indústria no Brasil. São 40 construções metálicas vermelhas, em formato de casa, colocadas como uma grande tela 3D no meio da praça do centro artístico. Cada uma delas vem com uma rede removível, na qual a pessoa pode simplesmente se atirar, dormir um pouquinho ou curtir a paisagem enquanto relaxa.

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Imagina só, que delícia aproveitar isso? É praticamente um playground de gente grande. Uma solução tão simples para uma necessidade tão básica do ser humano: interagir com o meio em que vive. Gosto disso, e acho que faz uma falta tremenda na rotina. A escolha de uma cor quente foi ótima para trazer a sensação de aconchego que temos em casa.

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Em um tempo em que vivemos encaixotados dentro dos apErtamentos da arquitetura moderna, é um alívio ver ideias que nos convidam a ir para a rua 🙂

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