O único jeito de seguir em frente é apagar a sua própria história

Para inspirar o dia de vocês, topei com essa instalação de areia muito legal: the only way to walk forward is to erase your own history. Em português: o único jeito de seguir em frente é apagar a sua própria história. A estrutura imita um capacho, e quando você entra no lugar, tadãm: a areia se apaga.

A instalação está exposta na entrada de uma galeria de arte, e endereça também a questão da imigração – muito discutida na Europa e nos Estados Unidos. A obra é de Juan Arata.

 

 

Via JuanArata.com

 

 

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Instalação em hospital britânico celebra o presente da doação de órgãos

One Thousand Thank Yous (Mil Obrigados) é uma instalação em escala real que celebra um presente capaz de mudar vidas – a doação de órgãos. A instalação ficará na entrada do Gloucestershire Royal Hospital, no final desse ano. A obra possui a forma de um imenso coração dourado, construído com 1000 tags de embalagens de presente feitas de alumínio.

Cada uma das tags vai ser gravada com a mensagem de um receptor de transplante, destinada ao doador. A forma de coração foi escolhida por ser um dos mais comuns transplantes de órgãos, que dá a chance de uma nova vida para milhares de pessoas a cada ano. As 1000 tags vão ser carimbadas com a chapa de alumínio e anodizadas com ouro. Depois disso, cada etiqueta será presa a um cabo de aço suspenso por uma grande elipse fixada no teto do hospital.

A ideia veio do Gloucestershire Hospitals NHS Foundation Trust Organ Donation Committee, e no momento o comitê está coletando as mensagens. O projeto é do escritório George King Architects.

Irvin Wilson, que lidera o Arts Steering Group do comitê, afirmou: “A instalação é uma forma de reconhecer a importância dos doadores de órgãos, e agradecer às suas famílias pelos presentes extraordinários recebidos.” Além de um espaço a ser desfrutado pelos pacientes, staff e visitantes, o objetivo da instalação é motivar a discussão e a projeção do valor da doação de órgãos.

Aqueles que desejarem contribuir podem encontrar mais informações aqui.

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Via Not Cot

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Artista chinês cobre ponto turístico de Berlim com 14 mil coletes de refugiados

Em tempos de intolerância, uma manifestação singela é capaz de revelar todo o poder da arte para traduzir o espírito do tempo e inspirar o bem. Esse poder se manifestou por meio do artista e ativista chinês Ai Weiwei, uma figura de destaque na resposta europeia à crise dos refugiados. No dia 13 de fevereiro, ele revelou uma instalação impactante no Teatro de Berlim. O artista envolveu as colunas do edifício em 14 mil coletes salva-vidas descartados pelos refugiados na ilha grega de Lesbos – aquela que serve de entrada para os sírios na Europa. Em uma tarefa nada fácil, os 14 mil coletes foram agrupados como parte do projeto, que demorou aproximadamente um mês para ser concluído.

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A instalação foi montada em parceria com o baile Cinema for Peace (Cinema pela Paz), que ocorreu no dia 15 de fevereiro. Weiwei afirma que cada colete simboliza uma vida para a qual chegar na ilha de Lesbos é apenas o começo. Quem curtiu a ideia pode conferir mais sobre o projeto no Instagram do artista, no qual ele compartilha algumas das fotos de refugiados que ainda estão em busca de asilo.

As imagens do Instagram se confundem na linha entre a arte e o fotojornalismo – e fazem um excelente trabalho de conscientização sobre o tamanho da crise e a importância da fraternidade.

Saiba mais em: aiweiwei.com | cinemaforpeace.com | Facebook | (h/t:designboom)

Via Bored Panda

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Flores gigantes interagem com o movimento dos pedestres em Jerusalém

O escritório israelense HQ Architects é responsável pela instalação dinâmica que está encantando o público na Praça Vallero, em Jerusalém. O motivo? Quatro flores gigantes, que abrem e fecham completamente de acordo com a movimentação que ocorre na praça – quando as pessoas passam, a flor desabrocha, e torna a se fechar assim que elas vão embora.

Essa instalação é parte de um esforço conjunto do município para melhorar o espaço urbano do centro da cidade. As praças existentes estão em condições ruins. Divididas pela linha do bonde em dois terrenos diferentes, não há nenhum programa de apoio/revitalização ao seu redor.  Além disso, as ruas estão repletas de mobiliário urbano descuidado, como compostores de resíduo e sub-estações de eletricidade, o que só contribui para desvalorizar o ambiente.

As flores gigantes foram cuidadosamente posicionadas a fim de ser vistas de todos os ângulos da praça, e também do mercado próximo. Cada uma delas é inflada separadamente e reage às situações ao seu redor, de forma que quando os pedestres passam por ali, as flores inflam e se abrem, para murchar e fechar quando as pessoas se afastam.

Se um transeunte estiver afim de pegar uma sombra durante os dias mais quentes do verão, a flor infla e fica aberta até que a pessoa vá embora. Quando o bonde se aproxima da estação, todas as quatro flores inflam de uma vez, para avisar às pessoas que está na hora de correr para pegar a condução. É super interativo e, claro, lindo:

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Encontrei também um videozinho para mostrar como se dá a interação na prática. Confiram:

 

Via Design You Trust

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Russa Ekaterina Panikanova desenha usando livros e cadernos antigos como telas

Não raro, o meio que um artista usa é tão importante quanto a sua criação. Em comunicação, existe uma máxima que diz que o meio é a mensagem – o que cai muito bem para o trabalho de Ekaterina Panikanova. Utilizando livros, cadernos e retratos de diferentes épocas para formar um grid, a russa compõe uma tela gigante com superfícies irregulares, que conversam entre si.

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Ordenados em grupos, os livros lembram pedaços de quebra-cabeça que parecem ser intercambiáveis, ao mesmo tempo em que são extremamente dependentes um do outro. Essa é uma analogia interessante com as nossas experiências e memórias que, embora pessoais, acabam por formar o espírito do tempo, quando consideradas no coletivo. O resultado? Uma série tridimensional espetacular, que foge da pintura tradicional e chega a flertar com as instalações artísticas.

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Os desenhos de Panikanova com certeza não teriam o mesmo impacto se ela não trabalhasse com livros usados, que carregam uma memória própria em cada página (imagina fazer uma tela assim com livros de um sebo? Morri!) Ao olhar para o trabalho final, percebemos que o todo acaba sendo menos importante do que as partes – uma vez que cada uma delas tem uma história diferente para contar. Sou suspeita para falar porque amo arte E literatura, então simplesmente caí de amores por essa quase-instalação.

Via Designer-Daily

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