Seabin, a cestinha de lixo que flutua por aí limpando o oceano

A dupla de australianos Andrew Turon e Pete Ceglinski criou a Seabin (lixeira dos mares), uma cestinha de lixo flutuante que coleta garrafas de plástico, papel, óleo, combustível e detergente que esteja flutuando no oceano. Esse é um problema que tem atacado os nossos mares de forma devastadora, e é só dar uma procuradinha de leve no Youtube para perceber o quanto a situação é crítica.

O legal da Seabin é que se trata de um projeto barato e de manutenção simples, ao contrário dos barcos de limpeza, que demandam pessoas e uma verba de construção muito maior. Os criadores afirmam que o objetivo é montar uma cadeia sustentável, fazendo mais Seabins por meio do plástico coletado ao longo do tempo, criando um efeito dominó. O segundo objetivo é, claro, viver em um mundo onde as lixeirinhas não sejam mais necessárias.

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A Seabin fica presa a uma doca flutuante cuja função é servir como base para uma bomba d’água, que funciona com energia da costa. A bomba cria uma corrente de água dentro da lixeira, trazendo consigo todo o lixo e detrito que esteja flutuando ali por perto. Esse material fica preso dentro da sacola de fibra natural, e a água retorna pelo fundo da lixeira para a bomba, reiniciando o processo.

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Praticamente toda a produção das cestinhas é feita em casa, e o objetivo dos australianos é começar a enviá-las na metade/final de 2016. Eles abriram o projeto para crowdfunding no Indiegogo, e no início desse mês conseguiram alcançar toda a verba necessária: 230 mil dólares.  Separei um videozinho para vocês entenderem como as cestinhas funcionam:

Demais né? Uma vez que o projeto alcançou a verba para produção, tenho certeza de que ainda vamos ouvir falar bastante dessas cestinhas.

Via Bored Panda

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China inaugura primeiro parque temático de vaga-lumes

Anda enjoado dos parques de diversão estilo Disney/Beto Carrero, e até mesmo dos safaris? Pois eu aposto que essa vai ser uma novidade: o primeiro parque temático de vaga-lumes foi inaugurado em Wuhan, capital da província chinesa de Hubei. Isso mesmo – vaga-lumes são a atração principal dessa que só poderia ser uma invenção dos nossos amigos asiáticos.

Ao todo, são dez mil vaga-lumes importados do condado de Ningdu (não que eu saiba onde isso fica), e divididos em cinco zonas, incluindo áreas de contato e também de observação. O parque fica aberto até o início de Outubro desse ano e, depois disso, reabre anualmente no período de Maio até Outubro.

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Além da multidão de 10 mil luzinhas que tomaram conta do espaço no último dia 30 de Maio, no evento de abertura, duas rotas fluviais foram lançadas para levar os visitantes em um “cruzeiro”. São 50 minutos a uma hora passeando ao longo do East Lake, onde os visitantes podem ver as atrações principais do parque em ação.

O interessante é que as imagens parecem o resultado de algum efeito de longa exposição ou Photoshop. Nada como inspiração que vem direto da natureza, né? Não sei até que ponto é seguro fazer uma intervenção dessas no meio-ambiente, mas que o resultado é magnífico, isso não há como negar.

Via LostateMinor

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Jovens constroem abrigo para população carente no projeto Impossible City

Nickelsville é uma comunidade carente nômade, na qual os desabrigados dormem debaixo de lonas e tendas frágeis, não possuem saneamento básico e encontram problemas até para contratar serviços de eletricidade. Qualquer semelhança com o Brasil é mera coincidência, correto?

A diferença é que um grupo de adolescentes de Seattle resolveu agir em favor deles. Em parceria com a Sawhorse Revolution, uma ONG cujo trabalho é ensinar a carpintaria como ofício para a juventude, eles desenvolveram o projeto Impossible City. Em resumo, o objetivo é construir abrigos funcionais para a população sem teto, levando em conta as necessidades do grupo de Nickelsville. Dentre elas, está a adaptação às mudanças – uma vez que o acampamento migra a cada 18 meses, é preciso que as estruturas sejam fáceis de desmontar e transportar –  e, é claro, adequação aos padrões de segurança básicos.


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Os adolescentes não só foram capazes de construir as casinhas, como também criaram estações de energia solar, latrinas de compostagem e uma cozinha comunitária. E tudo isso eco-friendly! Inicialmente foram construídos seis abrigos, mas a equipe conseguiu verba para mais projetos por meio de uma campanha no Indiegogo. Confiram a planta das instalações:

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Já postei alguns projetos desse tipo por aqui – um deles foi o ônibus que oferece banho para as pessoas carentes – e fico mais feliz por ver que ideias como essa estão ganhando as ruas. O projeto Impossible City presenteia essas pessoas com uma residência fixa e segura e, principalmente, pode tirá-las do caminho para a criminalidade. De quebra, ainda oferece um ofício para os jovens e a sensação de dever cumprido ao ajudar o próximo. Tem como ser mais legal? Vou ter que ser clichê e concordar com a Coca-Cola: os bons realmente são a maioria.

Via My Modern Met

 

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