Projeto ilustra as fachadas de Manhattan com aves em extinção

Desde outubro de 2014, as ruas de Manhattan se tornaram um destino inesperado para raras aparições de aproximadamente 314 espécies de aves ameaçadas de extinção. O Audubon Mural Project é uma colaboração entre a National Audubon Society e a  Gitler & Gallery para licenciar murais na antiga vizinhança de John James Audubon, que tratam da ameaça que o clima representa para inúmeras espécies de pássaros.

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Interessante que não se trata apenas de street-art (o que em si já seria bem legal), mas de um projeto cujo objetivo é despertar a atenção e a consciência ecológica das pessoas que entram em contato com as ilustrações. Os murais recebem, inclusive, o nome das espécies representadas, como dá para ver na imagem aí embaixo:

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Até agora, 20 murais foram pintados em vitrines, fachadas de prédios, janelas e portões de segurança. O número de espécies representadas não é arbitrário, ele reflete os dados de um relatório do ano passado que lista as 314 espécies  de aves ameaçadas de extinção. A lista de artistas envolvidos só aumenta – a grande maioria especialista em street art, com nomes como Gaia, Iena Cruz, Hitnes e muitos outros. Quem se interessar, pode aprender mais sobre os retratos e os pássaros ali representados (incluindo um mapa de onde eles habitam) no site do projeto Audubon Mural Project.

Via Colossal

 

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Vovó integra grupo de street artists na Escócia

A vovózinha de 104 anos Grace Brett é provavelmente a street artist mais velha do mundo. Ela ajudou a tecer uma “capa” nova para a cidade de Selkirk, na Escócia, com a ajuda dos Souter Stormers, um grupo de artistas que trabalha com linha e tecido e já fez intervenções em mais de 46 pontos turísticos do país.

“Eu acho uma ótima ideia decorar a cidade, e adorei poder participar fazendo o meu crochê. Gostei de ver o meu trabalho junto ao dos outros colaboradores e também do resultado. A cidade ficou um amor”, afirmou a idosa. A filha de Brett, Daphne – que também já tem seus bons 74 anos – explicou: “ela fez tricô e croché ao longo de toda a vida. Sempre fez todas as roupinhas de tricô dos bebês e também nossos xales”.

Os Souter Stormers fizeram intervenções na cidade de Selkirk para um festival de arte que terminou no mês passado. O grupo é composto de artistas de várias idades, e se diz inspirado pela vovó para usar suas habilidades artísticas e criativas na transformação da paisagem urbana. Afinal, se existe um fato que essa senhora provou é que não há barreiras para quem deseja trabalhar com arte. E, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os idosos tem todo o gás para participar de um projeto contemporâneo 🙂

 

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Via Bored Panda

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Artista transforma painéis públicos em obras de arte

Ao passear pelas ruas de Auckland, capital da Nova Zelândia, a chance de esbarrar em algum trabalho do ilustrador Paul Walsh é bem grande. O artista é auto-didata, e passou os últimos anos transformando aqueles painéis públicos sem graça, que normalmente abrigam fios da companhia elétrica ou da internet, em lindas e coloridas telas artísticas.

A novidade é que, ao invés de fazer o Banksy e pintar tudo clandestinamente, o trabalho de Walsh tem o apoio público da Chorus, a empresa de telecomunicações detentora dos painéis. O resultado é um show de traços criativos e super caprichados.

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Achou os painéis familiares?  Com razão! A inspiração para os retratos de animais veio dos memes. Nada mais justo, uma vez que as caixas são usadas por uma companhia que presta serviços de Internet.


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A oportunidade surgiu de uma forma bem engraçada: em 2013, o artista tomou umas a mais e pintou um Grumpy Cat na parede de uma pracinha local. Como era de se esperar, o muro foi pintado, mas os moradores ficaram indignados e manifestaram seu descontentamento para a prefeitura.  A história foi parar nos jornais, e um representante da Chorus, ao ler o artigo, convidou Paul para pintar os painéis públicos utilizados pela empresa. Uma forma simples de alterar a paisagem urbana para melhor, né?

Via Bored Panda

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Street Art com Origami é a marca da francesa Mademoiselle Maurice

Eu sou apaixonada por street art, ao ponto em que tenho que cuidar para não encher esse blog só dessas referências. Mas não tive como resistir ao encontrar o trabalho da Mademoiselle Maurice, uma artista francesa que trabalha com origami, criando peças fantásticas.

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Ao invés de apresentar o seu trabalho nos museus, Maurice escolheu as ruas como palco, para que todos possam apreciar o colorido das suas instalações. A francesa aprendeu a fazer Origami no Japão – Origami, não os aviõezinhos de brincadeira que a gente dobra, ok?

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As dobraduras dela combinam milhares de formas de papel, e às vezes levam dias para serem montadas. Pensando nisso, ela trabalha em parceria com escolas e organizações locais, recebendo ajuda de centenas de voluntários para dobrar os papeizinhos.

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A inspiração? Veio do Terremoto em Tóquio em 2011, quando ela estava vivendo na cidade. Em meio à tragédia, ela decidiu expressar um carrosel de emoções por meio do seu trabalho. Um ponto muito legal é o aspecto coletivo das instalações: cada um que ajuda a dobrar, acaba se sentindo um pouquinho parte desse espectro colorido.Para conhecer mais sobre o trabalho de Maurice, e apreciar as diversas instalações feitas ao redor do mundo, eu recomendo acessar o site da artista.

Via Viral Florest

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Patrick Commecy e as fachadas hiper-realistas

O street artist francês Patrick Commecy reuniu um grupo de muralistas para transformar fachadas sem graça em desenhos lindos e cheios de vida. As ações foram criadas em cidades francesas – grandes e pequenas – e os desenhos seguem a linha do hiper-realismo: é preciso olhar bem de perto para ver que as imagens não são reais. Um detalhe que eu achei legal é que eles costumam inserir nas janelas e sacadas desenhos de pessoas famosas que já viveram ou ainda vivem por ali.

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Adoro esse tipo de trabalho – sei que existem vários em São Paulo, e aqui em Porto Alegre temos alguns no Túnel da Conceição e outro na fachada de um prédio da Assis Brasil, que eu passo todo dia quando vou para o trabalho. Se eu conseguir fotos posto aqui.  Para mim, é uma maneira de quebrar a dureza das cidades grandes e aquela paisagem (olha a expressão clichê) selva de pedra. É tão bom ver um colorido no meio daquele cinza do dia-a-dia, né?

A dica desse post veio do Weezbo.

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