Estações de monitoramento liberam acesso à internet conforme níveis de poluição do ar

Internet grátis e pública não costuma ser vista com bons olhos, uma vez que normalmente envolve dois pontos: velocidade lenta ou troca de informações pessoais a fim de liberar a rede. O TreeWiFi contraria essas duas regras, ao oferecer internet livre e segura em Amsterdam, sob uma simples condição – que as pessoas estejam dispostas a melhorar a qualidade do ar na área.

Desenvolvido pelo designer Jorius Lam, cada ninho de monitoramento faz a coleta de dados com relação ao ar e sobe para um servidor central, que indica a qualidade do ar ao público por meio de luzes de LED. Quando o ar está limpo, as estações abrem o servidor para internet gratuita. Dessa forma, as pessoas não estão apenas recebendo informação em tempo real sobre a qualidade do ar, mas também se beneficiam diretamente desse fato. Levantar a discussão com relação à poluição do ar não é a única vantagem do modelo, pois ele é mais eficiente e barato do que a maioria das estações de monitoramento.

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Em entrevista, Lam afirma que a inspiração para o TreeWiFi veio quando ele começou a pensar na poluição em uma escala mais local:

“Eu moro em Amsterdam, e normalmente ouvimos notícias sobre o quanto a qualidade do ar é ruim no país, mas eu queria saber o quão bom ou ruim é o ar onde eu moro. Rapidamente, eu descobri que a qualidade do ar só é mensurada em nível de cidade, mas não em uma escala local.”

Atualmente, existem protótipos sendo desenvolvidos para levar o produto a toda a Amsterdam, embora o objetivo do designer é que ele alcance escala global. Para ver como os ninhos funcionam na rua, confiram o vídeo aí embaixo:

TreeWiFi

Via PSFK

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Earthships: a comunidade do Novo México que vive em casas construídas de lixo reciclado

Assim que saiu da escola de arquitetura em 1972, Michael Reynolds começou a se questionar o quanto de fato tinha aprendido. Por que construir casas feitas de madeira (e, portanto, árvores) quando as florestas são um bem que desejamos preservar? Por que pagar pela eletricidade, água e aquecimento, quando tudo pode ser obtido de forma alternativa, utilizando materiais existentes e fontes de energia renovável, como o vento, a chuva e a luz solar?

Reynolds embarcou em uma jornada para construir uma casa feita de sucata, pneus, latas de alumínio e outros objetos reaproveitados e – pasmem – com tamanho sucesso que chamou a atenção de um bom número de pessoas. Agora, uma comunidade inteirinha (65 casas) vive nesses lares diferentes, chamados “Earthships” em Taos, Novo México. O projeto se enquadra naquilo que Reynolds chama de “Biotechture”, ou seja, arquitetura pela vida.  O resultado ficou uma coisa meio futurística, em uma mistura de Jetsons com Castelo Rá-Tim-Bum, como vocês podem conferir nas fotos aí embaixo.

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As cineastas Flora Lichtman e Katherine Wells estiveram por lá recentemente para aprender mais, e produziram o documentário abaixo que entrou na lista dos Staff Picks do Vimeo. Não vou negar que o arquiteto responsável é realmente bem esquisitão e as casas não têm um apelo estético sensacional (parece uma vila bem riponga), mas o argumento dele é super coerente. Vale o clique.

 

Via Colossal

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Abrigo para sem teto nos Estados Unidos oferece horta comunitária para seus moradores

Empresas e ONG’s têm atuado forte na questão da sustentabilidade, investindo cada vez mais em tecnologias verdes e projetos focados em responsabilidade social. Entretanto, dificilmente (para não dizer nunca) alguma dessas ações é direcionada a pessoas em situação de risco, como os sem-teto. A razão é bem óbvia – a carência de várias necessidades básicas, como comida e abrigo, são mais do que suficientes para impedir alguém de se preocupar em produzir alimentos orgânicos e frescos. Para ajudar a mudar esse cenário, a Metro Atlanta Task Force está oferecendo uma oportunidade para que essas pessoas aprendam sobre agricultura ecológica, participando de uma horta comunitária em um de seus abrigos.

Além de uma linha para assistência 24 horas, um programa de casas de passagem e um centro de serviços, o abrigo para os sem-teto inaugurou o jardim no terraço em 2009. Desde sua concepção, o espaço permite que pessoas desabrigadas cultivem o próprio alimento enquanto aprendem sobre sustentabilidade e plantio de alimentos – além, é claro, de ter um teto e comida quentinha garantidos. As imagens dão uma boa ideia do quanto esse projeto é legal:

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Em meados de março, o grupo completou sua primeira colheita, que produziu aproximadamente 25kg de hortaliças. Graças a essa produção, os moradores podem incorporar  uma alimentação saudável e nutritiva em sua dieta. O programa também permite que os participantes se preparem para carreiras futuras na agricultura e no marketing por meio de treinamentos específicos. Esse projeto só comprova que, com assistência e oportunidades corretas, podemos multiplicar a corrente do bem e fazer a diferença na vida das pessoas!

Via My Modern Met

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Jovem nômade resolve fixar residência construindo uma casa na árvore

Em 2011, Foster Huntington teve coragem de colocar em prática aquilo que muitos de nós apenas sonhamos em fazer. Ele se demitiu, comprou uma van e foi embora da selva de pedra de Nova York (poxa, Nova York!!!). Depois disso, viajou por vários lugares dos Estados Unidos e publicou vários photo books narrando suas aventuras estrada a fora.

Após três anos vivendo como nômade, o jovem de 27 anos resolveu fixar residência em um lugar bem específico. Mas é claro que não poderia ser um apartamento comum, apertadinho e cheio de móveis projetados, como aqueles que as grandes cidades oferecem a preço de ouro. Ele e alguns amigos construíram uma casa na árvore (!!!) no oeste de Washington, perto da fronteira com o estado do Oregon. Foi uma decisão bem pensada, uma vez que a casinha fica perto da cidade, mas ainda assim em um local remoto. Um ano foi o tempo necessário para completar a construção, que foi batizada de “The Cinder Cone”, ou o Cone de Cinzas. Apenas babem:


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A estrutura é feita de duas casas  que possuem aproximidamente 60m² (se pensarem bem, é o tamanho de um apartamento de 2 dormitórios). Uma é usada como oficina, enquanto a outra é uma espécie de quarto, com beliches e tudo. As duas casas estão conectadas por uma longa ponte de madeira.

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Além disso, a fazendinha conta com um ofurô e também uma pista de skate. É dali que Huntington tira sua inspiração e, segundo ele, curte a alegria de ralizar um sonho de infância. Melhor que muito hotel fazenda por aí, né?

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O antigo nômade documentou todo o processo de construção do Cone de Cinzas e está publicando um livro, cujo projeto está disponível para crowdfunding no Kickstarter. Quem se interessou, pode conferir no site e também acessar thecindercone.com para saber mais sobre o passo-a-passo para construção da humilde residência.

Via My Modern Met

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Kit de escovas de dentes para convidados totalmente sustentável

Qualquer pessoa que vá regularmente ao dentista já ouviu a recomendação de trocar a escova de dentes a cada três meses. A ideia faz muito sentido, mas na prática, trocar de escova a cada ano já é uma vitória. A solução? Um lembrete, e é aí que entram as escovas de bambu Izolas.

As escovinhas são feitas de bambu (super sustentável!) e fios de nylon, vindo em quatro sets  com produtos suficientes para um ano inteiro. O kit mensal ajuda a lembrar a hora de certa de aposentar a escova velha e abrir uma nova  Mas o mais legal fica por conta do estojinho para convidados: ele é pensado para deixar no lavabo e dar uma ajuda aos amigos que recebemos e muitas vezes esquecem de levar a escova – quem nunca passou por isso, né?

As escovinhas estão à venda em uma loja gringa (o que justifica o preço salgado). Por isso, uma dica: esses kits para convidados não precisam necessariamente ser de bambu. Por que não inovar e já deixar em uma caixinha bem fofa um set de escovas de dentes para receber visitas? De quebra já podemos preparar outro para lembrar de fazer a troca dentro dos três meses 🙂

Via Fancy.com

 

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Edifício em Turim é uma verdadeira casa na árvore em meio à paisagem urbana

Uma floresta. Essa é a melhor definição para a fachada de um prédio de 5 andares em Turim, absolutamente repleta de plantas. Obra do arquiteto Luciano Pia, 25 Verde é uma tentativa de escapar da selva de pedra que toma conta das cidades grandes, integrando a natureza a um prédio residencial (para além dos jardinzinhos de condomínio, ok?)

A estrutura é composta por 150 árvores – lindas –  que absorvem cerca de 200 mil litros de dióxido de carbono por hora. Isso quer dizer que o ar dentro do prédio é muito mais puro, e os moradores podem desfrutar de um ambiente bem menos poluído e muito mais silencioso. Quem nunca chegou às raias da loucura tentando manter a concentração em meio à barulheira de uma rua movimentada?

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Outra vantagem: o ciclo de vida das árvores também contribui para um microclima agradável dentro do edifício, estabilizando os extremos da temperatura durante os meses mais frios e mais quentes do ano. Isso porque a folhagem das plantas bloqueia os raios do sol ao longo do verão, ao mesmo tempo em que permite a entrada da luz durante o inverno. Imagina que delícia, morar em um apartamento protegido dos calorões, com direito à brisa natural? A economia de luz deve ser fantástica.

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Ao todo, são 63 apartamentos que se beneficiam dos terraços e da vegetação que está logo ali, do lado de fora das janelas e paredes. Cada espécie de planta foi escolhida de acordo com a flora da cidade, a fim de obter a a maior variedade possível. Esse design inovador remete à casa na árvore da infância (sonho que eu nunca realizei!), ao mesmo tempo em que oferece benefícios reais e ecológicos para aqueles que vivem nos centros urbanos. Todo meu amor a esse arquiteto <3

Via Colossal 

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