Dois mil e quinhentos pigmentos coletados pelo mundo são exibidos em um Laboratório de Harvard

Variando do antigo azul egípcio até os tons fluorescentes encontrados pelo mundo afora, essas 2.500 amostras de pigmentos são apenas uma parte da Forbes’ Pigment Collection. Ficou curioso? Trata-se de um verdadeiro arco-íris de vasinhos vintage agrupados em armários no laboratório do Straus Center for Conservation and Technical Studies no Museu de Arte de Harvard.  O lab foi renovado para aumentar a transparência e interatividade com o público, e agora os visitantes podem ver curadores trabalhando nos corredores, enquanto utilizam as milhares de cores para restaura peças de arte em um dos locais mais renomados do mundo.

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Há mais de um século atrás, a ciência da restauração artística nasceu nas mãos de um homem chamado Edward Forbes. Fundador do Strauss Center, ao longo de sua vida Forbes viajou o mundo na tarefa de coletar e analisar uma imensa variedade de pigmentos. Esse obsessivo desejo de entender como materiais básicos eram usados para criar arte, assim como o processo de detorioração das cores, levou à formação das bibliotecas de referências tonais. O trabalho de Forbes foi a pedra fundamental de um novo campo que passou a utilizar o método científico para analisar a composição de materiais artísticos, utilizando esse conhecimento para restaurar peças enfraquecidas.

Em uma entrevista para a Wbur, o Cientista Sênior de Conservação da Universidade de Harvard, Narayan Khandekar, comentou: “Muitas vezes queremos saber como um artista pintava ou quais materiais eram utilizados para criar as peças que hoje conhecemos. Queremos descobrir não apenas isso, mas também como são os pigmentos no microscópio, assim como todo o processo químico do envelhecimento.”

Afinal, Forbes e os restauradores modernos compartilham uma verdade: os pigmentos contam uma história, e seu estudo e preservação podem auxiliar a manter essa arte no futuro.

Via My Modern Metropolis

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Fotógrafa reproduz a tabela Pantone baseada em tons de pele humana

A fotógrafa brasileira Angelica Dass é a responsável pelo projeto Humanæ, uma ideia super legal que consiste em retratar pessoas do mundo inteiro e combinar os seus tons de pele com cores da escala PANTONE®. A marca, conhecida mundialmente como expert em cores, costuma ser responsável por ditar tendências na moda e no mundo do design.

Os participantes foram selecionados por cadastro voluntário no Tumblr e no Facebook. A partir daí, para criar o fundo exatamente do mesmo tom de cada pele, uma amostra de 11×11 pixels dos retratos foi digitalmente extraída. O resultado são essas fotos, que impressionam pela correspondência perfeita entre a pele das pessoas fotografadas e a respectiva cor Pantone.

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O objetivo do projeto é desmistificar a ideia de que temos raças definidas, como muitas pessoas pensam. Ao olhar para esse mosaico, fica bem claro que as fronteiras entre as supostas diferenças de cor são praticamente impossíveis de serem demarcadas.  A fotógrafa quer documentar todos os tons de pele humana do planeta, e com isso provocar o diálogo sobre a identidade étnica.

Ao falar sobre o seu trabalho, Dass afirma: “Eu entendo a fotografia como um diálogo entre o pessoal e o global;  como um jogo em que os códigos pessoais e sociais são levados a se reinventar, um fluxo continuo entre o fotógrafo e o fotografado, uma ponte entre máscaras e identidades. Por esse motivo, eu uso meu trabalho como uma ferramenta para explorar, questionar e buscar a identidade de cada pessoa.

Via Design You Trust

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Designers japoneses criam tintas sem nome para revolucionar a forma como as crianças aprendem as cores

A dupla de designers japoneses Yusuke Imai e Ayami Moteki – conhecidos como Ima Moteki – tem um projeto interessante para revolucionar a forma com que as crianças aprendem as sete cores do arco-íris. Batizada de Nameless Paints (tintas sem nome) a ideia consiste em representar cores em embalagens sem rótulos. Ao invés dos tradicionais nomes dos matizes, a dupla escolheu utilizar círculos para representar as cores primárias que foram misturadas para dar origem à tinta em mãos. O nome fica por conta da audiência.

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“Ao não designar um nome para as cores, nosso objetivo é expandir a definição do que é uma cor, e os vários tons que podem ser criados a partir de uma mistura”, explicam os designers. O kit final é composto de 10 tubos, e o interessante é que os círculos acompanham a proporção da tinta utilizada na composição. Por exemplo, se ao combinar azul e amarelo, a tinta azul foi a mais utilizada, o círculo correspondente será maior. É uma mudança bem grande na forma tradicional de aprendizado nas aulas de educação artística, né?

As Tintas Sem Nome foram originalmente premiadas no Kokuyo Design Awards de 2012, um dos prêmios mais conhecidos na área do design japonês. Desde então, a papelaria Campus esteve trabalhando com a dupla criativa para refirnar o conceito e apresentá-lo ao mercado. O resultado, sem dúvida, vai auxiliar as crianças a aprender mais facilmente a teoria de cores e, por consequência, estimular a criatividade. As tintas estão à venda no Japão por 1800 yen – por volta de 15 dólares.

Via My Modern Met

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