Hikaru Dorodango, a arte japonesa que transforma sujeira em esferas decorativas

O artista Bruce Gardner é especialista em uma forma de arte japonesa chamada hikaru dorodango (algo como bolinho brilhante) no qual a sujeira do canto de casa é transformada artesanalmente em esferas brilhantes. Os objetos levam váárias horas para ficar prontos, porque as partículas minúsculas de sujeira vão sendo aplicadas uma por cima da outra, criando camadas. Dependendo do efeito desejado, um pano pode ser usado para criar uma cobertura de verniz – o que constitui o toque final para o acabamento brilhante parecido como uma bola de bilhar.

Apesar da aparência firme, a dorodango final permanece super frágil, e precisa ser manuseada com muito cuidado. Ao que parece, o propósito desse trabalho reside muito mais no foco e na meditação que fazem parte do processo do que a longevidade do resultado final.

Além do vídeo, separei algumas imagens do processo. Realmente, os orientais têm muito a nos ensinar quando o assunto é paciência. (e não só nisso, né?)

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Via Colossal

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Cineasta compara 25 remakes e seus filmes originais frame por frame

Dizem por aí que remakes, reboots e refilmagens são responsáves por praticamente a metade das produções que chegam aos cinemas ao longo de um ano (a outra metade são adaptações). Generalizações à parte, o grau em que estúdios, produtores e audiência aderiram à cultura do remake significa uma grande oportunidade para abordar essas produções por ângulos diferentes.  O produtor e editor Jaume R. Lloret fez um vídeo super legal que coloca lado a lado comparações de cenas de 25 filmes e seu remakes para mostrar o quão diferente (ou não) o mesmo filme pode ser na segunda vez.

Jaume, que atualmente reside em Barcelona, teve o trabalho facilitado em alguns filmes mais do que nos outros. Um dos casos mais engraçados é o do filme austríaco Funny Games, de Michael Haneke, que rodou um remake em inglês só com atores diferentes, e nada mais. Os outros filmes, no entanto, revelam bastante sobre o processo de refilmagem e de como a produção é feita.

Lloret escolhe as cenas com minúcia para que cada uma destaque as diferenças entre o todo similar, e deixa a cargo da audiência decidir se a segunda versão é uma melhoria ou não.

 

Vale a pena dar uma olhada com carinho na lista de filmes utilizados (ela também está disponível na descrição do vídeo). Descobri que vários filmes que eu assisti são remakes e eu não fazia a menor ideia, tipo Vanilla Sky e Cape Fear.

Via FastCo

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Conheça como um homem com cegueira de cores usa a tecnologia para ouví-las

Produzido como parte da  The Connected Series, um projeto de vídeos da Samsung para explorar a maneira como a tecnologia pode impactar a vida das pessoas, Hearing Colors é um curta metragem que explora a vida de Neil Harbisson. Neil é um cara que nasceu com a acromatopsia, mais conhecida como cegueira de cores. A doença deixa aproximadamente 1 pessoa em cada 30 mil completamente incapaz de distinguir qualquer cor, devido a um defeito nos cones, as células responsáveis pelo reconhecimento do espectro visual.  Por meio de uma espécie de antena implantada na parte de trás da cabeça, Harbisson ganhou a capacidade de identificar as cores por meio de sons distintos.

Neil aderiu completamente à tecnologia e até se denomina abertamente um ciborgue: “Eu não sinto como se estivesse usando ou vestindo a tecnologia. Sinto como se eu fosse a própria tecnologia: não há diferente entre o software e o meu cérebro.” Detalhe: a Wikipédia me contou que o Governo Britânico (para fins de emissão de passaporte) oficialmente reconheceu o cara como um ciborgue de verdade.

O vídeo de cinco minutos, gravado em preto e branco e escolhido como Staff Pick do Vimeo permite que a audiência vivencie um pouquinho da experiência de Harbisson, ao demonstrar como ele percebe as pessoas, as cidades e a vida de forma geral. O documentário foi criado pelo cineasta Greg Brunkalla. Para quem curtiu, recomendo a página dele no Vimeo e também o Tumblr com todo o projeto da Samsung.

 

Via Colossal

 

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Animação chilena apresenta em poucos traços a dor e a delícia do amor

Procurando conteúdo no Vimeo para compartilhar aqui, acabei encontrando o curta-metragem chileno The Gift, selecionado para mais de 90 festivais ao redor do mundo. Dirigido por Julio Pot e apoiado por um sistema de crowdfunding (é muito amor!), a animação ilustra muito bem as fases que são tão familiares para os apaixonados. Com traços simples e uma estética de rascunho – quase bonequinhos de palito, o vídeo consegue ser delicado sem cair no lugar comum.

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A história da animação chilena gira em torno de um casal que se conhece e logo em seguida começa a namorar. Quando a menina é presenteada com uma pequena bolinha tirada do peito do namorado, ela não consegue mais deixar o presente de lado. Nem mesmo quando eles terminam! Preparem-se para os óunns:

Via Sploid

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O encontro do Ballet e da Robótica em Francesca da Rimini

Morro de amores pelo ballet. Nunca fiz quando era criança, e estou tendo a oportunidade de aprender agora que sou adulta. Do pouco que conheço, sei que os movimentos exigem um controle absoluto de cada pedacinho do corpo – alguns que a gente nem sonha que existam. Sendo assim, dá para imaginar a dificuldade que é tentar registrar tudo isso com uma câmera. Qualquer pessoa que tenha assistido a um espetáculo de dança e depois visto a gravação, sabe que a última fica devendo muito ao original.

Pois bem. O diretor Tarik Abdel-Gawad reuniu os dois Principal Dancers do Ballet de São Francisco para o projeto Francesca da Rimini, no qual utilizou uma câmera controlada por robô a fim de registrar os movimentos dos bailarinos em uma perspectiva “nunca-antes-vista”. Motion-capture, bonecos 3d e muito trabalho renderam ao vídeo o selo Staff Pick do Vimeo, como é possível ver aí embaixo:

O resultado dá nitidamente a impressão de que a câmera faz parte da coreografia. Tanto que assisti ao vídeo final antes do making of, e nem me liguei no trabalho da produção. Simplesmente me senti mergulhada na peça  (o que, eu imagino, era o objetivo final). Resumindo, a equipe captou muito bem a dinâmica e a essência dramática dos movimentos do ballet. Para quem acha meio chato, recomendo assistir pensando em todos os ângulos da câmera para ter uma ideia da dificuldade do negócio – não é qualquer gruazinha que faz isso, hein.

 

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