A trilha maravilhosa de 13 Reasons Why

Desde o início do mês eu coloquei na minha pauta do blog escrever sobre 13 Reasons Why. Há muitos pontos a serem comentados sobre a série – e, caso vocês ainda não tenham visto, eu super recomendo. Mas depois de tanto pesquisar e ler, cheguei à conclusão que eu não tenho a autoridade de uma psicóloga e nem a vivência de quem é adolescente hoje para escrever uma análise com propriedade. É pura opinião de uma adulta leiga.

Mas ok, não vou fugir da tarefa. Só vou resumir minha análise o máximo possível para não entendiar vocês: bullying, slut shaming, assédio, estupro e suicídio (entre outras questões que a série discute) são realmente importantes e devem ser comentadas, especialmente entre adolescentes. Não faz tanto tempo que eu saí do colégio, e me lembro direitinho do quanto era difícil se abrir e comentar situações dese tipo, tanto entre nós como com os adultos. Esse mérito a série tem, e com louvor. O método que eles utilizaram já é mais complicado, especialmente em dois pontos que eu vi como bem falhos:

1. Em momento algum o roteiro deixa claro que a Hannah tem depressão. Isso é muito sério. Não tenho a estatística aqui, mas a grande maioria dos suicídios ocorre como consequência da depressão.

2.  Eu, Nathalia, me senti extremamente impactada por aquela cena do suicídio. Não precisava ser tão gráfica a ponto de ensinar um passo a passo para tirar a vida. Se o objetivo era chocar, a cena dos pais da Hannah encontrando o corpo já é suficientemente chocante (chorei litros).  Entendo o que os produtores falam sobre mostrar o quanto é uma morte dolorosa, mas imagino que em pessoas depressivas ou com histórico de tentativas semelhantes, a cena faça mais mal do que bem.

Bem, já escrevi bastante. O resumo do resumo é que eu amei 13 Reasons, chorei já desde o início e pensei muito sobre a minha adolescência e sobre como, realmente, a gente não percebe o quanto as nossas atitudes impactam a vida dos outros.

A melhor trilha para uma mixtape em fitas cassete

 

Mas agora ao objetivo do post: a trilha sonora muito amorzinho da série. Com exceção do jabá da produtora executiva Selena Gomez (na realidade ela até tem umas músicas que eu acho legaizinhas), a trilha é perfeita. Tem vários tracks de indie (que eu super amo, como “The Night We Met”, que toca no baile da escola) e outros clássicos como The Cure e Joy Division. As escolhas musicais foram cuidadosamente pensadas para serem meio tristes, como é o clima da série, e isso funciona perfeitamente nos momentos mais marcantes da história.

A minha favorita: Eu tô completamente viciada em A 1000 Times (aquela música que toca na cena entre o Clay e a Hannah no quarto da Jessica). Uma curiosidade é que o Dylan Minnette, que interpreta o Clay, escolheu várias das músicas ele mesmo, então se vocês gostaram, agradeçam a ele.

E vocês, curtiram a série? O que acharam da trilha? Vou adorar saber as músicas que vocês mais gostaram, comentem aí embaixo!

PS: Se você precisa conversar com alguém sobre suicídio, a linha do CVV está sempre aberta: basta ligar para 141 ou acessar o site www.cvv.org.br.

Muito amor pra vocês, sempre <3

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